segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

No meio de caminho, a pedra.

 

A caixa do correio já me foi como um prazer de Amélie Poulan. Não a caixa virtual, mas a física, feita de madeira, do tipo colméias zunindo segredos nos halls dos edifícios. Meter a mão e arrancar uma carta era uma experiência que andava quase apagada, trata-se de uma confirmação positiva de uma expectativa vibrante, sensação comparada a de acordar no dia do aniversário e ter um presente ao lado da cama, ser surpreendido com sua comida favorita, logar o blog e moderar um comentário.

Tive um namoro de longe, isso foi antes da internet. A distância física amacia alguns dogmas e areja as neuroses, evita a corrosão da intimidade e espicha o amor com as tranças da saudade. À maneira antiga, rascunhava e passava a limpo minhas cartas, usava canetas coloridas e pregava pinduricalhos. Entre a postagem, a viagem, a leitura, a resposta e a caixa seguiam-se mais ou menos duas semanas. Sim, porque ninguém enfrenta a logística do correio para postar duas linhas ou um parágrafo feito se faz com um e-mail. A carta demanda planejamento, vez que, depois de selada, a emenda será adiada para a próxima postagem. O e-mail tem essa qualidade de comunicação instantânea e breve, o que, a princípio, parece encurtar as distâncias, mas com o tempo pode revela-se uma armadilha que encurta também o diálogo, os detalhes, os cuidados com a linguagem e, evidentemente, com o outro, a intimidade.

Não há conforto nesse lugar de quem experimenta e assiste às mudanças. Ter de se adequar e de se preocupar com a rotina frequentemente alterada pelos impactos da tecnologia. Pesar se o que chega é mesmo a melhor opção: se é melhor ter facilitada a comunicação em troca de me saber invadida; se abrir com a mão a porta do carro, ligar o lambe-lambe e o som fará cair minha mão ou só não me inscreverá no rol dos que podem pagar por isso; se viver com menos recursos e mais bem-estar é desculpa de preguiçoso; se estabelecer restrições e critérios de relacionamentos pessoais em detrimento da comunicação aberta e indiscriminada dos portais da web é respeitar minha natureza ou resistência gratuita aos novos padrões que se desenham. Mais, se pesando tudo e a balança pendendo para a o prato do "criar raízes", se ainda assim será dado resistir à enxurrada, ou ela será tão bruta que nem admitirá perguntas.

Questionamento semelhante ao das cartas me atormenta em relação às fotografias. Tão bom, tão definitivos os álbuns de família. Podia-se, no máximo, pedir emprestado o negativo para revelar a mesma foto em tamanho diferente. Já não sei o que faço para conter meu arquivo de imagens que só se prolifera numa velocidade que não consigo acompanhar. É maravilhoso, posso escolher só as melhores, recortar, colar, editar! Quero selecionar algumas para impressão, mas são tantas. Uma preguiça me invade toda vez que penso em começar. Inúmeras fotos, muitas idênticas, os eventos se amontoam, o tempo é tão escasso. As pessoas perguntam, nunca mostro pra ninguém porque sei que é cansativo ver tudo, porque não quero que vejam tudo, porque amanhã vou arrumar tudo. E vão crescendo minhas pilhas de imagens virtuais.

Dizem por aí que prazer adiado é prazer dobrado. Será? Oba! Terei orgasmos múltiplos. Hei de conseguir imprimir minhas fotos, fazer minhas colagens e mostrar aos parentes antes da formatura de meu filho que completou um ano mês passado. Outro dia, recebi de uma amiga querida pelo correio vários adesivos para montar o álbum do aniversário de meu filho. Uma delícia. Relembrei a sensação de receber cartas. Agora aguardo outra postagem, livros que me foram prometidos. Sinto a ansiedade de quem curte a fome à espera de uma boa comida. Diante disso, só posso desejar vida longa aos correios e às máquinas analógicas, que convivam em paz com a internet e os cartões de memória, que eu tenha a opção de escolhê-los à minha conveniência enquanto esteja viva.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Frase


'E no meio de um inverno eu finalmente
aprendi que havia dentro de mim
um verão invencível.'

Albert Camus

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Férias


Elas estão acabando, compromissos da vida batendo à porta e meu corpo dizendo que elas duraram muito pouco.
O que se há de fazer?
A questão foi que eu não tive exatamente férias: fiz uma coisa aqui, outra ali e quando me dei conta, janeiro já tinha se passado (embora os pacientes estejam também num ritmo mais preguiçoso e poucos tenham voltado, de fato).
Penso porém que a questão agora seja menos de adaptação do que de fé (rsrsrsrs!!) pois já que não parei fica mais fácil continuar na dança.
Como disse o Marcelo Tas:
"Janeiro já se foi. Trabalhe bastante em Fevereiro.
Depois do Carnaval, que é em Março, você já sabe: o ano acaba rápido!"
 É isso aí, que venha o novo ano e com ele o inevitável final das férias.

Dica de filme: O escritor fantasma



Pierce Brosnan e Ewan McGregor, em filme onde nada é o que parece. Foto: Divulgação

Luiz Zanin Oricchio - O Estado de S. Paulo

Ghost writers são seres anônimos que escrevem para a glória alheia. Essa curiosa (e às vezes trágica) situação foi tema de Chico Buarque em Budapeste, romance filmado por Walter Carvalho. Roman Polanski aborda o mesmo tipo de personagem em O Escritor Fantasma, belo thriller político que chega nesta sexta. 28, aos cinemas.

Ewan McGregor interpreta esse personagem, sem assinatura, que assume uma tarefa interrompida por seu antecessor: escrever as memórias de um poderoso político britânico, agora em retiro em uma ilha na costa norte-americana. Sem emprego, o escritor aceita a oferta, bastante tentadora do ponto de vista financeiro. E viaja aos Estados Unidos para conhecer o manuscrito inacabado e entrevistar o ex-primeiro-ministro. 


O filme se cola a algumas referências bem reais - Adam Lang (vivido pelo ex-007 Pierce Brosnan) é clara alusão a Tony Blair, o primeiro-ministro que envolveu seu país na invasão do Iraque. A sombra de uma guerra causada por interesses econômicos inconfessáveis, insinuações de corrupção entre homens poderosos e todo um maquinismo político que se vale e aniquila pessoas comuns são vistos na contraluz desse filme poderoso. 

Há nele a presença do escritor fantasma como avatar do investigador - aquele tipo que tem uma tarefa a realizar (no seu caso, escrever um simples livro autoindulgente), mas a extrapola. Acaba descobrindo o que não deve e por isso paga seu preço. No fundo, descobre o que deve, que a realidade não é tão benigna como parece, que supostos heróis podem ser vilões e vice-versa. Tudo se embaralha, num mundo de sombras em que fica difícil, senão impossível distinguir os bons dos maus. Inútil dizer que essa maneira complexa de enxergar a vida afasta o cinema de Polanski dessa vocação apaziguadora do cinema comercial. 

Polanski, que sabe também trabalhar o filme de gênero como poucos, produz inquietações. Suscita mais perguntas do que respostas. E, desta vez, desce não apenas aos porões sombrios das almas individuais, mas vasculha os interesses políticos e corporativos, essa caixa-preta da nossa história contemporânea.



Como nos melhores filmes de Polanski (como Faca n’Água, Repulsa ao Sexo, Chinatown, O Bebê de Rosemay e O Inquilino), o domínio do clima e da tensão é total. McGregor mergulha no ambiente isolado onde fica o escritório e bunker de Lang, uma espécie de microcosmo depurado que, aos poucos, vai assumindo uma condição onírica. Ou melhor: de um pesadelo do qual ele não consegue acordar. Lembra um pouco a situação de Mia Farrow em Bebê de Rosemary, quando ela começa a perceber, em parte, as ameaças que a cercam, dos vizinhos ao ginecologista, incluindo o próprio marido (John Cassavetes). 

Também para McGregor, cada passo no sentido de esclarecer o mistério só parece aprofundá-lo. 

Para comparar com uma obra contemporânea, o clima de paranoia conseguido por Polanski em O Escritor Fantasma lembra muito o de Scorsese em seu A Ilha do Medo. Dois filmes brilhantes, cada qual em seu estilo, sobre a opacidade do mundo.

Como funciona a homossexualidade - explicada por um livro infantil
















Que delicadeza!

Fonte: madafoquer
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Nove meses em fotos

A gravidez humana é, sem sombra de dúvidas, um dos milagres da natureza, sendo a mais estudada de todas as gestações de mamíferos.

Estas imagens que vai poder ver de seguida, ilustram e acompanham, de forma brilhante, o seu percurso desde a gestação até ao parto.

O nascimento representa o princípio de tudo. É o milagre do presente e a esperança do futuro.

nascimento bebé gravidez gestação parto

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Ler mais: http://internetparatodos.blogs.sapo

Pensamento do dia


'Não é gostoso ficar sem ter o que fazer; o divertido é estar cheia de obrigações e não fazer nada.'
Mary Little

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Já era tempo que fosse publicado um estudo sério e que se fossem desmistificadas algumas crenças infundadas!


1. A
CERVEJA MATA?
Pode. Há uns anos, um rapaz, ao passar pela rua, foi atingido por uma caixa de cerveja que caiu de um camião levando-o à morte instantânea. Além disso, casos de enfarte do miocárdio em idosos teriam sido associados a publicidade a cervejas com modelos de belas mulheres...

2. O USO CONTINUADO DO ÁLCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS?

Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de cerveja pesa cerca de 900 gramas .

3. A CERVEJA CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA?
Não. 89,7% dos psicólogos e psicanalistas entrevistados preferem whisky.

4. MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO?
Sim. Está provado que nas operações STOP a polícia nunca faz o teste do balão às grávidas. E se elas tiverem que fazer o teste de andar em linha recta, podem sempre atribuir o desequilíbrio ao peso da barriga.

5. A CERVEJA PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?
Não. Foi feita uma experiência com mais de 500 condutores: foi dada uma caixa de cerveja para cada um beber e, em seguida, foram colocados, um por um, diante do espelho. Em nenhum dos casos os reflexos foram alterados.

6. A BEBIDA ENVELHECE?
Sim. A bebida envelhece muito depressa. Para se ter uma ideia, se se deixar uma garrafa ou lata de cerveja aberta, ela perderá o seu sabor em aproximadamente quinze minutos.

7. A CERVEJA CONDICIONA NEGATIVAMENTE O RENDIMENTO ESCOLAR?
Não, pelo contrário. Algumas universidades estão a aumentar os lucros com a venda de cerveja nas cantinas e bares.

8. O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES?
Inúmeras pesquisas têm vindo a ser feitas por laboratórios de renome e todas indicam, em primeiríssimo lugar, o empregado de mesa.

9. A CERVEJA ENGORDA?
Não. Tu é que engordas.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Dica de filme: A caixa


Achei a estória bem confusa mas no final tudo se esclarece.


''A Vida é Feita de Escolhas'' : o velho clichê é reeditado em A Caixa, Filme de Richard Kelly.

Em A Caixa, Richard Kelly utiliza bem os efeitos especiais relembrando ficções científicas dos anos cinqüenta como O Dia em que a Terra parou, seja por sua forma de tratar as imagens ou pela essência do enredo, voltada para a avaliação dos valores da humanidade. Como havia feito em Donnie Darko, Kelly mais uma vez promove uma crítica as famílias de classe média Americanas que imbuídas do espírito “do cidadão de bem” são capazes de cometer verdadeiros crimes. Kelly optou por escolher Cameron Diaz para fazer a matriarca Lewis e James Marsden para fazer o pai desta família que receberá Frank Langella como Sr Steward. Diaz, cujas atuações não costumam se destacar por qualidade, mantém o velho ritmo e ajudada pelo dinâmico James Marsden consegue dar conta do roteiro. Quem realmente se destaca é Langella, cuja voz grave e misteriosa assume postura versátil capaz de incorporar este ficcional Sr Steward dando legitimidade, dentre outras coisas, a sua aparência grotesca no filme. 
Este é um filme que nos propõe uma série de questionamentos morais, promovendo uma auto-avaliação na qual o ser humano coloca em xeque sua reação diante de situações quotidianas e adversas que somadas formam o convívio social. Logo no início do filme, entramos na rotina da família Lewis, formada pelo filho Walther, pai Arthur e mãe Norma (ambos trabalhadores e relativamente bem sucedidos) cuja maior aflição gira em torno de problemas financeiros. Não que algum deles tivesse uma doença incurável ou que estivesse sujeito a agressões ou até mesmo a fome: seus problemas eram não ter dinheiro suficiente para sustentar seu dispendioso sonho americano que se resume à prática de continuar consumindo (além dos ideais de liberdade e dos direitos do cidadão civil e etc.) O que importa realmente, nesta roda viva econômica é a manutenção do poder de compra, pois, como já diria Gramsci, o capitalismo precisa de indivíduos para reproduzi-lo que o fazem trabalhando para ganhar e gastar, como os Lewis. 
No decorrer da história entra em cena Sr Steward, vivido pelo irretocável Frank Langella, que apresenta a grande chance de resolução dos problemas financeiros da família. A caixa que ele entrega à mãe contém a possibilidade de enriquecimento que só será real caso um botão seja acionado matando uma pessoa desconhecida, por motivos igualmente desconhecidos. Este dilema assombra os membros da família (pai e mãe) que no início desconfiam da oferta, mas depois são levados a acreditar nela pelas muitas evidências que vão se revelando na trama. Até Sartre é evocado em uma das aulas de filosofia de Norma para tentar resolver esta dúvida: “O inferno são os outros”. O inferno não deixa de ser como os outros nos vêem e neste sentido há a reflexão: apertando o botão mataria alguém que poderia ser decente? Que não deve nada à sociedade? Poderia ser eu! Só que nem toda a razão reflexiva sartreana conteve os desejos de uma vida repleta de confortos patrocinados pelo dinheiro: e o botão é acionado. A partir disso, recebem a sonhada fortuna e com ela o inferno de que tanto falava Sartre. Suas vidas mudam muito e para pior, pois nem sonham, mas, são meros coadjuvantes em uma espécie de teste por amostragem do fator altruísmo humano. Teste este conduzido por ninguém menos que o misterioso Sr Steward, que vai deixando para trás sua postura de vilão e vai assumindo a figura de Anjo Exterminador que veio a terra para avaliar a postura humana e impor as penas resultantes de seus atos ou omissões. 
As cenas, ao longo do filme, vão deixando de retratar a vida pacata no subúrbio americano e passam a adquirir um ritmo frenético de perseguição e conspirações, sendo que a fotografia que antes do botão ser apertado era mais viva passa, sutilmente, a ter um colorido mais sombrio privilegiando os tons de vermelho e cinza. Em alguns momentos a direção ensaia um suspense à Hitchcock aumentando a dramaticidade da eficiente trilha sonora e das expressões de medo de alguns personagens. Porém, o resultado alcançado não é a “paura” tipicamente provocada pelo mestre do suspense e sim uma imensa curiosidade no sentido de desvendar, dentre outras coisas, qual a verdadeira origem da caixa, de seu misterioso entregador e quais as conseqüências que trarão para aquela família.

Fonte: Web artigos

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Criativas placas de banheiros










A arte de ler


"O leitor que mais admiro é aquele que não chegou até a presente linha. Neste momento já interrompeu a leitura e está continuando a viagem por conta própria."
 
M. Quintana

Museu da Heineken em Amsterdam



Confira como é o Museu da Heineken, que está localizado em Amsterdam na Holanda, museu que parece mais um centro turístico de entretenimento, que funciona em uma antiga fábrica de cerveja. Veja as Fotos


Nas paredes vários quadros de decorações antigas de diferentes épocas da Heineken, entre eles prêmios, retratos dos fundadores, fotos antigas.

 

 



Tonéis de cevada, malte, lúpulo



Corredores da sala da cerveja

 



Curral do Museu



Em “Beer Inside” você pode assistir um filme de como fazer cerveja