domingo, 30 de outubro de 2011

Frases de Caio Fernando Abreu viram febre nas redes sociais


O escritor Caio Fernando Abreu (1948-1996) "era meio gauche, maldito nos anos 80", conta sua biógrafa, Paula Dip, autora de "Para Sempre Teu, Caio F." (ed. Record). "Não vendia muito." Agora, 15 anos depois de sua morte, o autor se tornou ícone literário das redes sociais.
A busca por "Caio Fernando Abreu" no Twitter e no Facebook revela um prodígio das citações. Estão lá, repetidas vezes, frases melosas como "E ela ama, mesmo sabendo que vai chorar tantas vezes ainda", ou "Não foi nada. Deu saudade, só isso. De repente me deu tanta saudade".
Um novo resultado surge a cada 15 segundos, em média, no Twitter.
No Facebook, de tanto ver frases do autor -verdadeiras ou falsas-, o artista plástico Leo Dias, 35, de Porto Alegre, criou um "hit". Fez capa para um livro fictício de Abreu, "Frases de Facebook - 1.001 Citações para Intelectualizar o seu Perfil", que se espalhou pela rede no fim de setembro.
"Direto eu vejo o pessoal postando citações do Caio, do Orwell, de Clarice Lispector e de Bukowski. Muitas vezes são pessoas que provavelmente nunca leram um livro, mas tomam emprestadas suas citações tentando soar mais profundas", diz.
"Não passa pela minha cabeça julgar ninguém, mas também não vou deixar de tirar sarro."
Para Paula Dip, o quadro é um pouco mais animador. "Acho que pelo menos um conto do Caio essas pessoas leram. E, em um único conto, você produz 20 citações para o Twitter", calcula.
A "onda" Caio segue caminho parecido com aquele traçado por Clarice Lispector na rede. Rainha absoluta das citações, a ubiquidade de Clarice acabou dando margem a gozação.
Ganhou frases falsas de propósito, como "É estranho sentir saudade de algo o qual não vivi ou evitava viver", cunhada no Twitter pelo publicitário Danilo Miranda, 25.
"Não lembro o que motivou a frase, mas eu estava em algum momento bem brega", conta. Tomada por verdadeira, a sentença chegou a integrar comunidades "sérias". No fundão da web, virou bordão de palhaçada e ganhou um blog de montagens, evitavaviver.tumblr.com.
 
CRÍTICAS
 
Hoje em pé de igualdade nas citações, Caio e Clarice também se aproximam pela profusão das críticas.
"Por favor, se alguém souber como bloqueia as palavras 'Clarice Lispector' e 'Caio Fernando Abreu" do Twitter irei agradecer", escreveu @lrinnert na última quinta.
"Acho que a Clarice Lispector e o Caio Fernando Abreu devem estar se revirando no túmulo, pois vocês não os deixam em paz", completou @Led_ZzZ.
No Facebook, uma página para fãs de Caio e Clarice mistura citações de ambos e platitudes sem dono da internet. Com mais de 42 mil fãs, traz à era das redes sociais uma afinidade que de fato existiu.
"O Caio era apaixonado pela obra da Clarice. Quando se encontraram, ela disse: 'Não leia mais os meus livros, para ter o seu próprio estilo'", conta Dip.
Para o biógrafo de Clarice, Benjamin Moser, o fanatismo virtual tem a ver com o conteúdo real dos autores. "Eles falam algo sobre aquela sensação adolescente de 'O que faço de mim?', 'Como amo?'".
Dip dá diagnóstico similar: "O Caio sempre se apaixonava errado, algo que jovem adora. O primeiro romance dele, 'Limite Branco', é totalmente adolescente, assim como boa parte dos usuários".
"Já soube que a Angela Bismarchi cita Clarice no Twitter. Entrou para o folclore nacional", diz Moser.
É verdade. "Vou mimi [sic] e deixar essa pérola: 'Estou cansada de me defender. Sou inocente. Até ingênua porque me entrego sem garantias'. Clarice Lispector", ela escreveu recentemente. Para Bismarchi, ícone do Carnaval e da cirurgia plástica, "Clarice é uma mulher de suspense". "Nunca li nada dela. Foi tuitando que a descobri", diz.
Moser identifica aí um ponto positivo das redes sociais. "Se as frases chegam ao Twitter de forma mais cafona, é ótimo, porque saem de uma interpretação hermética e ficam mais populares."

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Droga psiquiátrica é veneno para crianças, diz médica


 CLÁUDIA COLLUCCI, DE WASHINGTON


Primeira mulher a ocupar o cargo de editora-chefe no bicentenário "New England Journal of Medicine", a médica Marcia Angell já foi considerada pela revista "Time" uma das 25 personalidades mais influentes nos EUA. 


 

Desde 2004, Angell, 72, é conhecida como a mulher que tirou o sossego da indústria farmacêutica e de muitos médicos e pesquisadores que trabalham na área.

Naquele ano, ela publicou a explosiva obra "A Verdade sobre os Laboratórios Farmacêuticos", que desnuda o mercado de medicamentos.

Usando da experiência de duas décadas de trabalho no "NEJM", ela conta, por exemplo, como os laboratórios se afastaram de sua missão original de descobrir e fabricar remédios úteis para se transformar em gigantescas máquinas de marketing.

Professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Harvard, Angell é autora de vários artigos e livros que questionam a ética na prática e na pesquisa clínica. Tornou-se também uma crítica ferrenha do sistema de saúde americano.

Tem se dedicado a escrever artigos alertando sobre o excesso de prescrição de drogas antipsicóticas, especialmente entre crianças. "Estamos dando veneno para as pessoas mais vulneráveis da sociedade", diz ela.

Mãe de duas filhas e avó de gêmeos de oito meses, ela diz que recebe muitos convites para vir ao Brasil, mas se vê obrigada a recusá-los. "Não suporto a ideia de passar horas e horas dentro de um avião." A seguir, trechos da entrevista exclusiva que ela concedeu à Folha.

*

Folha - Houve alguma mudança no cenário dos conflitos de interesses entre médicos e indústria farmacêutica desde a publicação do seu livro?

Marcia Angell - Não. Os fatos continuam os mesmos. Talvez as pessoas estejam mais atentas. Há mais discussão, reportagens, livros, artigos acadêmicos sobre esses conflitos, então eles parecem estar mais sutis do que eram no passado. Mas é claro que as companhias farmacêuticas sempre encontram uma forma de manter o lucro. 


E os pacientes? Algumas pesquisas mostram eles parecem não se importar muito com essas questões.

Em geral, os pacientes confiam cegamente nos seus médicos. Eles não querem ver esses problemas.

Além disso, as pessoas sempre acreditam que os medicamentos sejam muito mais eficazes do que eles realmente são. Até porque somente estudos positivos são projetados e publicados.

A mídia, os pacientes e mesmo muitos médicos acreditam no que esses estudos publicam. As pessoas creem que as drogas sejam mágicas. Para todas as doenças, para toda infelicidade, existe uma droga. A pessoa vai ao médico e o médico diz: "Você precisa perder peso, fazer mais exercícios". E a pessoa diz: "Eu prefiro o remédio".

E os médicos andam tão ocupados, as consultas são tão rápidas, que ele faz a prescrição. Os pacientes acham o médico sério, confiável, quando ele faz isso.

Pacientes têm de ser educados para o fato de que não existem soluções mágicas para os seus problemas. Drogas têm efeitos colaterais que, muitas vezes, são piores do que o problema de base. 


A sra. tem escrito artigos sobre o excesso de prescrições na área da psiquiatria. Essa seria hoje uma das especialidades médicas mais conflituosas?

Penso que sim. Há hoje um evidente abuso na prescrição de drogas psiquiátricas, especialmente para crianças.

Crianças que têm problemas de comportamento ou problemas familiares vão até o médico e saem de lá com diagnóstico de transtorno bipolar, ou TDAH [transtorno de déficit de atenção e hiperatividade]. E é claro que tem o dedo da indústria estimulando os médicos a fazer mais e mais diagnósticos.

Às vezes, a criança chega a usar quatro, seis drogas diferentes porque uma dá muitos efeitos colaterais, a outra não reduz os sintomas e outras as deixam ainda mais doentes.

Drogas antipsicóticas estão claramente associadas ao diabetes e à síndrome metabólica. Estamos dando veneno para as pessoas mais vulneráveis da sociedade.

Pessoas que acham que isso não é assim tão terrível sempre argumentam comigo que essas crianças, em geral, chegaram a um estado tão ruim que algo precisa ser feito. Mas isso não é argumento. 


Hoje, fala-se muito em medicina personalizada. Na oncologia, há uma aposta de que drogas desenvolvidas para grupos específicos de pacientes serão uma arma eficaz no combate ao câncer. A sra. acredita nessa possibilidade?

Para mim, isso é só propaganda. Não faz o menor sentido uma companhia farmacêutica desenvolver uma droga para um pequeno número de pessoas. E que sistema de saúde aguentaria pagar preços tão altos? 


Algumas escolas de medicina nos EUA começaram a cortar subsídios da indústria farmacêutica e de equipamentos na educação médica continuada. No Brasil, essa dependência é ainda muito forte. É preciso eliminar por completo esse vínculo ou há uma chance de conciliar esses interesses?

Deve ser completamente eliminado. Professores pagam para fazer cursos de educação continuada, advogados fazem o mesmo, por que os médicos não podem? A diferença é que você não precisa ir a um resort no Havaí para ter educação médica continuada. É preciso pensar em modelos de capacitação mais modestos. E, com a internet, todos os países, mesmo os pobres ou em desenvolvimento, podem fazer isso. A educação médica não pode ser financiada por quem tem interesse comercial no conteúdo dessa educação.

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Dependentes usam chá do Daime para se livrar do vício

Ainda há a necessidade de estudos.

Alcoólatras crônicos e usuários de drogas ilícitas, que se identificavam como "sem solução", afirmam terem abandonado décadas de vício com o chá ayahuasca, conhecido como Daime.
O tratamento com o chá não é divulgado publicamente. As recomendações correm de boca em boca só entre os membros de grupos religiosos que usam a bebida, como o Santo Daime e a União do Vegetal, além de dissidentes. Médicos e cientistas ainda estudam os efeitos da bebida para saber a causa da suposta eficácia contra o vício.

'Achava que o chá era droga', diz ex-usuário de crack
Ex-membro de igreja matou cartunista Glauco
 
Dois ex-dependentes afirmaram à reportagem que tomaram conhecimento do chá por indicação de psiquiatras que frequentavam os rituais (para entrar nas seitas, o novato geralmente é apresentado por um membro).



"Pessoas que ingressaram nos grupos do 'vegetal' milagrosamente largaram a bebida depois de 30 a 40 anos de alcoolismo", diz o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, do Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes), da Unifesp.

O médico, que não indica o chá como tratamento, afirma que o próprio ritual pode ter algo a ver com a recuperação dos dependentes. "Sabemos que o contexto religioso protege as pessoas das drogas, mas suspeito que não seja somente isso. Há um efeito químico nisso tudo, que ainda não foi pesquisado", diz.
O doutor em farmacologia João Ernesto de Carvalho, coordenador da Divisão de Farmacologia e Toxicologia do CPQBA (Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas), da Unicamp, também não tem explicações para justificar o fim da dependência.

"Sob o ponto de vista farmacológico, a pessoa teria de tomar doses diárias do chá, como se ele fosse um antidepressivo, o que não ocorre", diz. Os rituais são realizados, em média, duas vezes ao mês.

NOVA DEPENDÊNCIA?
 
"Não sei explicar como parei", diz o publicitário Benito Alvarez Rizi, 55, que começou a tomar o chá há cinco anos.

Antes do processo de limpeza, Rizi cheirava cocaína e entornava bebida alcoólica a ponto de ficar cinco dias seguidos acordado. "Desde que comecei a tomar o 'vegetal', a vontade de me drogar sumiu da minha cabeça."

A dúvida é se a ayahuasca pode ter um efeito adverso e criar, por sua vez, uma nova dependência.
"O que pode existir é a dependência psicológica", diz Xavier. "Não é uma droga do prazer ou que dê 'barato' como a cocaína, o álcool ou outra substância. Não é uma experiência agradável que as pessoas queiram repetir." Diarreia, vômito, náusea e formigamento estão entre alguns dos efeitos colaterais.

O psiquiatra Arthur Guerra, coordenador do grupo de estudos de álcool e drogas da Faculdade de Medicina da USP, o uso do chá como tratamento para dependência não é apropriado.

"Como uma substância alucinógena vai tratar dependentes? Pode ocorrer um erro médico e, em vez de você ajudar a pessoa, você pode matá-la."

Fonte: Folha de São Paulo, caderno Equilíbrio e Saúde.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O fotógrafo do Amor e do Humor


Em­bora a fo­to­grafia mais co­nhe­cida de Ro­bert Dois­neau (1912-1994) seja Le Baiser de l’Hotel de Ville, Paris, 1950, trans­for­mada em ‘poster’ ro­mân­tico, o que so­bressai no por­te­fólio deste mag­ní­fico fo­tó­grafo francês é o sen­tido de humor e o amor in­con­di­ci­onal por uma ci­dade e pelos seus ha­bi­tantes.
Morreu a 1 de Abril de 1994, a poucos dias de com­pletar 82 anos, e deixou-nos um le­gado pre­cioso, um acervo de 145 mil ne­ga­tivos, a maior parte dos quais fo­to­gra­fias de Paris e dos pa­ri­si­enses.



Apesar do valor do­cu­mental do seu tra­balho, Dois­neau nunca per­mitiu que fi­zessem dele um his­to­ri­ador da ca­pital fran­cesa.
«Fui uma falsa tes­te­munha da minha época», afirmou uma vez. «Falsa» porque acre­di­tava que «uma foto só de­veria ser ti­rada quando o co­ração do fo­tó­grafo es­ti­vesse re­pleto de amor pelos seus se­me­lhantes».
Dois­neau fa­lava a sério e fazia o que dizia: em 1932, de­pois de pu­blicar a sua pri­meira re­por­tagem fo­to­grá­fica, foi con­tra­tado pela Re­nault como fo­tó­grafo in­dus­trial. Um em­prego certo e bem re­mu­ne­rado, mas acabou por ser de­mi­tido por faltar com frequência ao tra­balho, per­dido em cons­tantes de­am­bu­la­ções por Paris.
Dois­neau não amava carros e fá­bricas e li­nhas de mon­tagem, era um ar­tista e amava as pes­soas. Não con­se­guia fo­to­grafar sem amar.



Mesmo nas suas fo­to­gra­fias mais hu­mo­rís­ticas não existe dis­tan­ci­ação ou uma mu­dança de pers­pec­tiva: Dois­neau não goza, brinca. Para ele, «o humor é uma forma de mo­déstia, de não des­cre­vermos as coisas, de lhe to­carmos com de­li­ca­deza, como um piscar de olhos. Humor é, ao mesmo tempo, más­cara e dis­crição, um abrigo onde é pos­sível es­conder-se».

Um beijo mi­li­o­nário



É uma da­quelas fo­to­gra­fias ico­no­grá­ficas: um casal de jo­vens amantes bei­jando-se em plena rua da ro­mân­tica Paris, in­di­fe­rentes ao que os ro­deia. Ou não.
Ro­bert Dois­neau tirou-a em 1950, quando an­dava a fazer uma re­por­tagem para a Life Ma­ga­zine sobre jo­vens apai­xo­nados em Paris. A foto per­ma­neceu es­que­cida nos ar­quivos da re­vista mais de 30 anos, até que uma em­presa de co­mer­ci­a­li­zação de pos­ters, per­ce­bendo o po­ten­cial co­mer­cial da imagem, ad­quiriu os di­reitos de uti­li­zação. O su­cesso foi es­tron­doso.
Le Baiser de l’Hotel de Ville, Paris, 1950 co­meçou por ser um sím­bolo da Paris ro­mân­tica dos me­ados do sé­culo XX, mas acabou por tornar-se o sím­bolo do pró­prio amor ro­mân­tico. O mundo já ve­ne­rara outro beijo, o da cé­lebre es­cul­tura de Au­guste Rodin, da dé­cada de 80 do sé­culo XIX, mas este be­ne­fi­ciou das ma­ra­vi­lhas da im­pressão grá­fica, mul­ti­plicou-se e cruzou os mares.
Este sím­bolo ro­mân­tico do sé­culo XX nada teve de es­pon­tâneo. Dois­neau re­pa­rara na­queles dois sen­tados numa es­pla­nada e abor­dara-os, ex­pli­cando-lhes que tipo de re­por­tagem an­dava a fazer e pe­dindo-lhes que po­sassem a dar um beijo. Os jo­vens, que fre­quen­tavam uma es­cola de Te­atro, con­cor­daram.
O pró­prio fo­tó­grafo contou a his­tória da foto numa en­tre­vista dada em 1992, con­fir­mando a en­ce­nação: «Nunca me teria atre­vido a fo­to­grafar pes­soas assim, amantes bei­jando-se em plena rua». Não por ver­gonha, ex­plica, mas porque «esses ca­sais ra­ra­mente são le­gí­timos».
Dois­neau re­solveu falar do as­sunto porque, por essa al­tura, o su­cesso dos pos­teres an­dava a fazer com que muitos «ca­sais» se as­su­missem como os pro­ta­go­nistas da foto, pro­cu­rando ga­nhar di­nheiro fácil. O fo­tó­grafo des­mas­carou-os a todos nessa en­tre­vista, re­ve­lando, mais de 50 anos de­pois, a ver­da­deira iden­ti­dade do casal: Fran­çoise Bornet e Jac­ques Car­teaud. Dois­neau também contou que ofe­re­cera o ori­ginal da foto à jovem poucos dias de­pois de ter sido pu­bli­cada na re­vista.
Há dois anos, ela deu a cara para anun­ciar que O Beijo ia ser co­lo­cado à venda. O leilão, or­ga­ni­zado pela Art­cu­rial Briest-Pou­lain-Le Fur, teve um preço de li­ci­tação ini­cial de 20 mil euros, mas acabou por ser ven­dido por 155 mil.
Nessa oca­sião Fran­çoise en­car­regou-se de des­fazer ainda mais a aura ro­mân­tica da imagem quando afirmou que aquela «era uma foto que nunca devia ter exis­tido, talvez por isso se qui­sesse li­vrar dela, mais do que pelo di­nheiro» e re­ve­lando que, poucos meses de­pois do beijo apai­xo­nado em Paris, ela e o na­mo­rado já ti­nham aca­bado.

Down­load: De­zenas de fo­to­gra­fias em alta de­fi­nição de Ro­bert Dois­neau

Fonte: Bitaites

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

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Já devem ter devolvido o 'Insônia' na biblioteca.
Amanhã vou lá ;-)

Dica de filme: Quem quer ser um milionário?


 Érico Borgo

Quem Quer Ser Um Milionário? (Slumdog Millionaire, 2008) joga o anzol e puxa a linha logo no primeiro frame. Ele começa perguntando como um menino da favela conseguiu chegar ao topo do jogo televisivo que dá o título nacional do filme. Dá as alternativas. E logo em seguida já mostra o rapaz sendo brutalmente torturado. O público está fisgado. A resposta é tudo o que interessa.
Na sequência começam a surgir outros aspectos igualmente empolgantes do novo filme do cultuado cineasta inglês Danny Boyle (Extermínio, Sunshine). Enchem os olhos o visual de cores saturadas, a câmera na mão - veloz e inquieta -, e a montagem espertíssima, elementos cujos adjetivos aqui empregados podem ser transpostos às três crianças que o filme acompanha por uma monumental favela de Mumbai, India. Tudo embalado por uma trilha sonora moderna que mistura a música incidental A.R. Rahman com canções indianas contemporâneas e faixas ocidentais, como "Paper Planes", da M.I.A, que aparece em duas versões.
Mas ao menos para os brasileiros deve surgir uma desconfortável má-impressão que se mantém ao longo de todo o primeiro ato. A pobreza é mostrada através de uma ótica que equilibra humor, drama e violência, o que lembra bastante nosso próprio novo clássico de exportação, Cidade de Deus. Felizmente, tal impressão é tão curta quanto a aparição de uma galinha correndo pela favela (juro que se a câmera a seguisse eu levantaria do cinema e iria embora, mas não foi o caso).
Essa idéia errada estende-se por todo o começo porque Boyle desvela seu filme com muita paciência, alternando cenas de um rapaz em três momentos. Conhecemos Jamal  (Dev Patel) sendo torturado e entendemos os motivos da tortura na sequência: a polícia quer saber como foi que ele, alguém totalmente desprovido de qualquer educação, conseguiu chegar tão longe no programa Quem Quer Ser Um Milionário?. Seria o jovem um sortudo? Um gênio? Um trapaceiro? Para responder às perguntas da lei, Jamal conta a história de sua infância. Orfão muçulmano, ele cresceu ao lado do irmão Salim e da pequena Latika, por quem nutre uma paixão protetora desde pequeno. Cada personagem é interpretado por três atores ao longo do filme. Todos são cativantes - especialmente os pequenos - mas Dev Patel e Madhur Mittal destacam-se como Jamal e Salim na vida adulta. Já Freida Pinto, a Latika, se restringe a fazer o que deve: parecer linda feita um sari bordado a ouro.
O roteiro de Simon Beaufoy, que adaptou o romance best-selller indiano Q & A, de Vikas Swarup, no entanto, não é sobre dinheiro, mas uma história de amor e destino. Um impensável feel good movie  cheio de lixo, violência e exploração - um inusitado filme-família brutal e ao mesmo tempo adorável, uma mistura perfeitamente homogênea do que seriam dois outros filmes de Boyle, Trainspotting e Caiu do Céu, se fossem feitos em Bollywood, o caricato maior mercado cinematográfico do mundo. E quando o plano do cineasta é revelado, em uma guinada de roteiro daquelas pra lembrar pra sempre, cada pedacinho da trama se encaixa, revelando um quebra-cabeça que é não apenas tudo o que já foi comentado aqui, mas também uma homenagem à India, ao seu cinema e, mais importante, às suas pessoas.
"Você queria uma visão da Índia verdadeira? Aqui está!", diz em determinada hora Jamal a um turista. Quem Quer Ser Um Milionário? é uma visão real do país, sim, mas carregada de toda a realidade que uma fantasia é capaz de criar.

Fonte: Cinema Omelete

Frase


 "Meus gostos são simples: prefiro o melhor de tudo."
Oscar Wilde

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

McDonald's é convidado a explicar denúncia de trabalho escravo


O McDonald's foi convidado pela Câmara dos Deputados a dar explicações, em audiência pública, sobre a sua política salarial e a jornada de trabalho dos seus funcionários.

O requerimento para a apresentação dos representantes da lanchonete na Câmara foi aprovado na quarta-feira (19), pela CTASP (Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público). A audiência ainda não tem data marcada.


A assessoria do deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM), autor da proposição e membro da comissão, informou que o requerimento foi motivado pelo vídeo Uma jornada criminosa, que circula na internet e em redes sociais em que o McDonald's é acusado de ter política salarial "análoga à escravidão".

De acordo com o vídeo, a lanchonete pagaria aos seus funcionários R$ 2,52 por hora trabalhada, totalizando salário de cerca de R$ 380 por mês valor inferior a um salário mínimo [R$ 545], por jornada de 44 horas de trabalho, em que horas de intervalo seriam descontadas à revelia dos funcionários.

O cálculo feito pelo McDonald's é chamado de "jornada móvel e variável" e foi denunciado pelo Sinthoresp (Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e Serviços em Geral de Hospedagem, Gastronomia, Alimentação Preparada e Bebida a Varejo de São Paulo e Região) ao TST (Tribunal Superior do Trabalho). A ministra Dora Maria da Costa, relatora do caso, condenou as práticas da lanchonete.

O desembargador Henrique Nelson Calandra, presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), afirma que "é uma vergonha ter no Brasil focos de trabalho escravo", pois há violação de direitos e garantias básicas dos trabalhadores, segundo registro feito no vídeo.

OUTRO LADO
 
O McDonald's informou que "realiza o pagamento de todas as horas em que os funcionários estão no restaurante"; que paga o piso salarial determinado por sindicatos, quando cumprida a jornada de 44 horas semanais; e que a jornada de trabalho flexível visa beneficiar funcionários que conciliam o trabalho com horários de estudo.

A empresa ainda declarou que irá apurar casos que fujam a sua política trabalhista que devem ser considerados exceções.

Por meio de assessoria, o McDonald's afirmou que tem "compromisso em cumprir rigorosamente a legislação trabalhista e segue o que é previsto e reconhecido pela lei".

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O brasileiro e o limite do humor


 Brasilero é um povo acostumado a se manter sempre na rédea. Já nasce cheio de limites e assim passa sua vida inteira. Sua vida tem limites, seus sonhos tem limites, seus desejos tem limites, suas vontades tem limites, seus protestos tem limites e consequentemente suas ações também.
É difícil explicar para quem nunca teve escolhas que as escolhas estão aí. É difícil explicar para quem tem como hábito se acostumar com as condições impostas, que essas mesmas condições só foram impostas por falta de reivindicação. Porque sempre há outro caminho, mas para quem prefere aceitar o inaceitável e tê-lo para si como correto, é missão impossível mudar essa mentalidade que já nasce programada.
E por esse mesmo caminho segue o humor. Num país onde Zorra Total é líder de audiência, com seu humor pobre e fácil, introduzir um tipo de humor que necessita um pouco mais de seu receptor não é tarefa fácil. E não estamos falando de gostos ou preferências, estamos falando de aceitação. Toda e qualquer forma de expressão tem que ser aceita. O humor, visto não só como forma de expressão mas também como arte, não pode possuir limites, é ridídulo e é a cima de tudo um atraso social.
E se por um lado brasileiro é preguiçoso pelas suas próprias causas, pelo outro é acostumado ao ato do benefício em cima do outro. Sendo que se envergonha e se indigna quando a cabeça pisada é a sua, mas quando surge a chance de se dar bem pisando na cabeça alheia, não pensa duas vezes.
Brasileiro é o povo que massacra o humorista na primeira página do jornal, mas anuncia o roubo do político de Brasília numa minúscula notinha perdida em qualquer canto desse mesmo jornal. Porque é mais fácil atacar um do que se defender de cem. Por um lado ele é brutalmente atacado e usando da mesma agressividade, ao invés de se virar contra seu agressor, transfere essa raiva para um terceiro que nada tem a ver com suas injúrias pessoais. É a lei do “se ele pode eu também posso”, fazendo com que a urgência de amar as pessoas como se não houvesse amanhã não passe de musiquinha tocada em fim de festa.
Enquanto as pessoas focarem em obter lucro em cima de tudo e de todos, procurando motivos pelo simples prazer de ferrar o coleguinha ao lado e principalmente enquanto admirarem esse tipo de atitude, estarão ocupadas demais usando a boca para denegrir o vizinho ao invés de usá-la para sorrir.
Não é o humor que possui limites, são as pessoas.

Fragmentos do discurso do pé-na-bunda

Quando escuto aquele papo tipo “estou confusa”, levo logo às mãos às têmporas. É galha irrompendo, ainda que sutilmente, na fronte do artista.


É como aquela outra história que repito como mantra: quando a mulher se põe mística e fala de retorno de Saturno, vixe, é uma congada na bunda na certa, um pé na nossa padoca.
A leitura desses sinais da fala feminina não nos poupa da tragédia. Doerá do mesmo jeito e só a lama cura. Deixa quieto.
“Preciso do meu espaço” é outra forma de nos mandar para outras galáxias. É o pé na bunda ao velho estilo Nasa. Só nos restará fazer o Dr. Smith (aí na fotinha para os mais jovens), personagem daquele seriado espacial das antigas, e reverberar o seu bordão: “Ó dor, ó dor!”.
Fora a tal a oposição em Saturno, a única oposição verdadeira neste país, as outras desculpas eram falas clássicas do mundo de Malboro. Tinha também o tradicional “você merece um alguém melhor do que eu”.
Tudo onda, lorota, agá para cair fora da forma menos dolorosa possível. Às vezes até por SMS, email ou nos deletando do "face".
Devolver o Neruda que é bom, velho Chico, necas.
O que acho sensacional, na qualidade de vítima e de cronista de costumes, é como a fêmea, no seu irrefreável e legítimo avanço, incorporou as desculpas do velho discurso masculino para nos mandar embora.
Em compensação, não vejo mais os meus pares saindo para comprar um cigarro na esquina e desaparecendo da vida das moças. Outro clássico.
Não fumamos mais o covarde king size do abandono. Nós é que tragamos a nicotina do desprezo.
Sem direito a cigarro pós-coito. O mais metafísico dos cigarros de um animal satisfeito. Porque é bonita a nossa tristeza depois do gozo. Todo mamífero entristece segundos além do orgasmo. Só um bicho, e de outra natureza, canta depois que goza. O galo.
Mas falávamos da apropriação indébita do nosso discurso pela mulher moderna.
“Preciso cuidar mais da minha carreira, focar mais no trabalho”. Taí outra frase que nos levaram. Ouvi outro dia num episódio do Mad Man. Agora está com elas.
Bravas fêmeas, vos processarei por plágio.
É, amigo, o velho “estou confuso” não é mais exclusividade nossa. Isso me faz lembrar o Didi Mocó, zarolho em suas trapalhadas, repetindo “estou cafuso, estou cafuso!”
 “Cafuso” é pouco. O macho está mesmo perdido, no mato sem cachorro ou GPS, diante da fêmea.
Com licença, vou chorar ali as pitangas e já volto.  

Escrito por Xico Sá

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Mulheres estressadas têm mais chances de engravidar de meninas, diz estudo

Pesquisa relaciona cortisol elevado e a fragilidade de embriões do sexo masculino
 

Por Renata Demôro

Mulheres que estão sob situação de estresse são mais propensas a conceber bebês do sexo feminino. De acordo com estudo recém-divulgado, realizado por pesquisadores dos Estados Unidos, em conjunto com a Universidade de Oxford, na Inglaterra, aquelas que estão sob pressão em casa, no trabalho ou na vida amorosa, nas semanas ou meses anteriores à concepção, diminuem a probabilidade de ter um bebê do sexo masculino.

Cortisol elevado pode ser o responsável pela descoberta
O estudo é o primeiro a relacionar o fenômeno com o estresse e as tensões cotidianas. A pesquisa, que reuniu 338 mulheres do Reino Unido que tentavam engravidar, coletou informações diárias sobre a vida pessoal e sexual das participantes, a partir de questionários que demonstravam o que estavam sentindo em determinada situação.

O cortisol, hormônio associado ao estresse, também foi medido nessa fase. Os níveis desse hormônio costumam subir quando há estresse a longo prazo, geralmente relacionado a pressões no trabalho e problemas nos relacionamentos.    

Para sustentar os dados da pesquisa, os pesquisadores observaram que o número de nascimento de meninos caiu drasticamente após o atentado de 11 de setembro, nos Estados Unidos, ou a crise econômica posterior à queda do Muro de Berlim, na antiga Alemanha Oriental, em 1991.

Estresse diminui a chance de ter um menino em 75%, diz pesquisa
Entre os bebês nascidos durante a pesquisa, 58 eram meninos, enquanto 72 do sexo feminino. Normalmente, a taxa da Grã-Bretanha prevê 105 meninos nascidos para cada 100 meninas. Os resultados indicariam que mulheres sob situação de estresse têm chances 75% menores de conceber um menino do que aquelas que se encontram tranquilas.

Ainda não existem dados conclusivos sobre o motivo dos altos níveis de cortisol reduzir as chances de ter um menino, mas é possível que altas taxas desse hormônio dificultem a implantação de embriões do sexo masculino no útero da mãe.

Outra hipótese seria a fragilidade dos bebês do sexo masculino, que apresentariam mais chances de sofrer aborto quando os níveis de cortisol estão altos, justificando a maior taxa de nascimento de meninas. Os pesquisadores explicam que o número de mulheres pesquisadas é pequeno e são necessários novos estudos para compreender o mecanismo.
 
Fonte: GNT

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Pronome indefinido


Era uma vez quatro indivíduos que se chamavam
todos, alguém, cada um e ninguém.

Existia um importante trabalho a ser feito,
e pediram a todos para fazê-lo.
Todos tinham certeza de que alguém o faria.
Cada um poderia tê-lo feito, mas na realidade ninguém o fez.

Alguém se zangou, pois era trabalho de todos!
Todos pensaram que cada um poderia tê-lo feito
e ninguém duvidava de que alguém o faria.

No fim das contas, todos fizeram críticas a cada um
porque ninguém tinha feito o que alguém poderia ter feito.

Moral da história

Sem querer recriminar a todos,
seria bom que cada um
fizesse aquilo que deve fazer
sem alimentar esperança de que
alguém vá fazê-lo em seu lugar...
A experiência mostra que
lá onde se espera alguém,
geralmente não se encontra ninguém.

domingo, 16 de outubro de 2011

Frase


"O tempo é muito lento para os que esperam muito rápido para os que têm medo, muito longo para os que lamentam muito curto para os que festejam.
Mas, para os que amam, o tempo é eternidade".

William Shakespeare

sábado, 15 de outubro de 2011

O Mineiro e o Queijo, de Helvécio Ratton

por Manuela Santos



Descrito pelas resenhas como “político” e “poético”, o documentário O Mineiro e o Queijo, de Helvécio Ratton, merece ainda muitos outros adjetivos: filosófico, nostálgico, verdadeiro, apaixonante…

Eu sou um pouco suspeita para falar pois, apesar de paulista, tenho algum tipo de ligação inexplicável com o estado de Minas Gerais e o povo mineiro. Que gente e que lugar mais simpáticos! E isso o cineasta consegue mostrar muito bem, pois saímos do cinema loucos para sentar em uma mesinha com algum daqueles produtores rurais que participam do filme (de preferência com vista para a serra onde eles habitam, cenário natural para o documentário) para bater uma prosa e comer um pedaço de queijo.

A realidade da qual o filme trata, no entanto, não é tão simples. Existem três regiões de Minas Gerais que são tradicionalmente produtoras de queijo desde o século XVIII, o que fornece sustento e ocupação para mais de 30 mil famílias de pequenos produtores e possibilita sua permanência no campo. Por questões regulatórias (daí o conteúdo político do filme), foi proibida a comercialização do tipo de queijo que eles fabricam — que é feito a partir do leite cru, e não pasteurizado — em outros estados do país a não ser Minas Gerais. A alegação é a de que há um perigo sanitário no manuseio e na ingestão do queijo feito a partir do leite cru.

A partir de entrevistas com pessoas envolvidas de diversos setores da sociedade (ONG’s, governos, empresas e famílias), o diretor mostra que a lei, além de ser um contra-senso, uma vez que o Brasil importa queijos europeus fabricados do mesmo modo como o mineiro que foi proibido, está impondo à produção restrições sanitárias questionáveis, que nem sempre conseguem ser seguidas pelas famílias produtoras por falta de capital, tempo e costume. Beneficiam-se as indústrias, que conseguem investir em mudança, e os produtores de queijo de leite pasteurizado, que invadem as gôndolas do país. Saem perdendo as famílias produtoras, o consumidor e um patrimônio histórico do país. É o mercado, mais uma vez, passando como um rolo compressor sobre as culturas tradicionais.

Por isso o documentário não deve ser considerado como restrito, pois o mesmo problema que acomete os produtores de queijo se repete em diversas outras culturas tradicionais espalhadas pelo país: arroz vermelho, pirarucu, pinhão, açaí…

Além disso, a poesia do filme consiste na possibilidade de viajar a um tempo aparentemente perdido, em que famílias se reúnem em torno do trabalho, há cumplicidade entre vizinhos, dá-se valor a uma mangueira no quintal e a simplicidade é quase que um imperativo. O mais interessante é ver que ainda há pessoas que produzem por paixão, pois o queijo nem sempre é financeiramente viável, mas o apego à cultura e à tradição não permite que o fazendeiro troque sua produção para outra coisa só porque vai lhe render mais dinheiro.

Talvez esta última seja uma característica bem mineira, mas mostra como ainda é possível imaginar o resgate de um tempo em que os valores que regiam nossas vidas eram outros. Por isso o filme vale a pena.

[no site do filme, confira as cidades, locais e horários de exibição]


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Convite exposição 'Museu: observatório', de Eduardo Coimbra

Uma montagem inédita tomará conta do Museu de Arte da Pampulha (MAP) a partir do próximo sábado, dia 15. 
A mostra 'Museu: observatório' de Eduardo Coimbra apresenta experimentos e reflexões visuais sobre a paisagem, transformando o MAP em um campo de observação crítica do entorno e dele mesmo. 
A exposição tem entrada gratuita e fica em cartaz até o dia 4 de dezembro, de terça a domingo, das 9 às 19h.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Horário de verão começa no próximo fim de semana


O horário de verão começa à 0h do próximo domingo (16), quando os relógios devem ser adiantados uma hora nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil, além do Estado da Bahia.
A medida vai vigorar até 26 de fevereiro de 2012. Na Bahia, o horário de verão volta a ser adotado depois de oito anos.
O principal objetivo do horário de verão é aliviar as redes de transmissão de energia nos períodos do dia em que o consumo é mais intenso, principalmente das 18h às 21h.
Na última edição, no entanto, o resultado foi inferior ao esperado e ficou em 4,4% no ano anterior, a economia foi de de 4,7%.
Desde 2008, um decreto presidencial estabelece datas fixas para o início e término do horário de verão. Antes, anualmente, era publicado um decreto para definir o período da mudança.
De acordo com o decreto, a mudança no horário ocorrerá, todos os anos, no terceiro domingo de outubro e terminará no terceiro domingo de fevereiro. Se a data coincidir com o domingo de Carnaval --como ocorrerá em 2012, o final do horário de verão é transferido para o próximo domingo.

Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 11 de outubro de 2011

...

Querida,

EU tenho uma coisa que você JAMAIS terá e... sabe o que mais me diverte? Você NUNCA saberá o que é.

Jovem gay submetido a sessão de 'cura' em Igreja foi eletrocutado, queimado e perfurado

Após meses de tortura, jovem considerou o suicídio, subindo no telhado de casa. Sua mãe, que também apoiava a tentativa de “conversão”, tentou dissuadi-lo dizendo: “Eu vou te amar de novo, mas só se você mudar.”
Mãos queimadas e depois congeladas. Pequenas agulhas sendo enfiadas embaixo das unhas. Sessões de eletrochoque. Tudo isso enquanto um vídeo exibia cenas de sexo explícito entre homens.
Samuel Brinton tinha apenas 12 anos quando foi submetido a uma sessão de ‘cura’ na igreja batista norte-americana após ter contado ao pai, um pastor do interior do estado de Iowa, que sentia atração pelo melhor amigo. Ele não fazia ideia de que não devia se sentir atraído por outros meninos.
O jovem, hoje com 23 anos e estudando engenharia nuclear no conceituado MIT (Massachussets Institute of Technology), contou sua história em uma série de entrevistas sobre a realidade  de gays, lésbicas e transsexuais nos EUA, que já foi visto dezenas de milhares de vezes na internet.
Leia mais:
Em seu perfil no twitter, Brinton diz que quer usar o seu exemplo para que outras pessoas possam ter uma escolha que ele não teve. 
No vídeo, ele conta que apanhou tantas vezes do pai e com tamanha violência que chegou a ser levado diversas vezes à emergências de hospitais, onde dizia que havia “caído da escada”.
A tortura no ritual da igreja batista não era apenas física. Seus pais chegaram a dizer ao menino que ele tinha Aids e que era o último gay dos EUA, uma vez que o governo teria exterminado todos os outros.
Depois de meses de tortura, ele disse ter considerado o suicídio, subindo no telhado da casa onde morava. Sua mãe, que também apoiava a tentativa de “conversão”, tentou dissuadi-lo dizendo: “Eu vou te amar de novo, mas só se você mudar.”
Brinton acabou descendo do telhado e convenceu os pais de que havia “mudado” até sair de casa para ir à faculdade. Quando resolveu assumir sua orientação sexual e voltar para casa, encontrou suas coisas todas na rua. O pai ameaçou matá-lo se ele tentasse contato novamente.
Leia também:
“Na última vez, ele disse que atiraria em mim se eu tentasse entrar em casa de novo”.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Frase


"Acho sim que às vezes dou trabalho mas é como ter um Rolls Royce: se você não quiser ter que pagar o preço da manutenção, mude para um Passat."

Fernanda Young

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Facebook, Desenhos Animados e a Violência

Mais de 100 mil pessoas mudaram as fotos de seus perfis no Facebook protestando contra a violência infantil. Será que vai funciona?





Milhares de pessoas trocaram as fotos de seus perfis no facebook por imagens de desenhos animados em uma campanha que, de acordo com o Portal G1, já alcançou mais de 100 mil pessoas. 

A onda que tomou conta da rede social, de acordo com alguns usuários, faz parte de uma campanha contra o abuso e violência infantil e tem como objetivo mobilizar as pessoas por esta causa. O diretor da empresa de Marketing O Melhor da Vida (uma das idealizadoras do projeto), Jorge Nahas, diz que a idéia é, “evidenciar que existe muita gente que se importa com as crianças e que querem dar a cara e mostrar que se preocupam com o país”.



A pergunta que não se cala é: será que uma mobilização assim pode realmente promover uma mudança comportamental no sentido de as pessoas denunciarem os casos de abuso físico e sexual dos quais tem notícia? 


A história recente está cheia de exemplos de grandes levantes políticos e sociais iniciados por meio de redes sociais como o Twitter e o Facebook. A título de ilustração, vale conferir o protesto iniciado pelo facebook que levou 30 mil belgas à rua criticando a falta de governo no país [link]. Outro exemplo famoso foi a derrubada do ditador da Tunísia, Ben Ali, no início desse ano [link]. Ambos tiveram início na internet e culminaram em grandes revoluções políticas e sociais. Neste link [aqui] existem outros exemplos.




Por outro lado, várias outras tentativas de mobilização não deram em nada, como por exemplo, na Bielorússia em 2006 e na Tailândia, em 2010 [link]. Será que esta movimentação no facebook vai ter algum efeito prático sobre o aumento das denúncias ou redução dos casos de abuso físico e sexual de crianças?


Sinceramente acredito que não. Primeiro porque maior parte dos usuários que aderiram à proposta de fato mudaram suas fotos e continuam mudando, mas poucos tem repassado a informação sobre os objetivos da campanha e informações sobre como e onde realizar denúncias.  Outro fator que me faz acreditar que não haverá uma mudança comportamental efetiva naqueles que tem consciência de casos de abuso, é que mesmo que os usuários da rede estivessem efetivamente aconselhando “denuncie os abusadores”, um simples conselho não é o bastante para que o ouvinte mude seu comportamento.  


Conforme tem demonstrado dados de pesquisas recentes sobre seguimento de regras e conselhos (1), mesmo que a pessoa concorde com o conselho recebido, ela irá segui-lo apenas se: 1) já estiver propensa a fazê-lo, isto é, se existirem outros motivos além do próprio conselho para que a pessoa se comporte daquela maneira; 2) for uma pessoa que, ao longo de sua história de vida, de fato aprendeu a seguir conselhos; 3) aquele que deu o conselho for alguém de quem aquele que recebe usualmente segue conselhos ou confia, e por fim; 4) se o ouvinte de fato entendeu o conselho. 




Mas vamos voltar à proposta inicial do idealizador da campanha: “evidenciar que existe muita gente que se importa com as crianças e que querem dar a cara e mostrar que se preocupam com o país”. Se seu objetivo era apenas evidenciar a idéia da proteção à criança (acredito nisso) e não necessariamente levar as pessoas a agirem, aparentemente tem conseguido. E foi além. Iniciou-se uma grande discussão nas redes sociais se a atitude promoverá ou não um aumento no número de denúncias e outras atitudes de proteção. Pode ser que em algum lugar, aqui ou aí, esta discussão resulte na elaboração de alguma estratégia que de fato faça isto. Neste caso, teríamos um novo texto com uma outra discussão.


Saindo um pouco do debate sobre promover ou não um aumento no número de denúncias, é fácil perceber o quanto as pessoas estão se divertindo com as fotos dos desenhos animados. Talvez seja este um dos motivos, quem sabe até mais forte do que o protesto em si, para tanta gente ter aderido à proposta da mudança nos avatares do facebook. 


MATERIAL CONSULTADO 

Medeiros, C. A. (2010). Comportamento Governado por Regras na Clínica Comportamental: Algumas Considerações. In: De-Farias, A.K.C.R. (Org). Análise Comportamental Clínica: aspectos teóricos e estudos de caso.  Porto Alegre: Ed. Artmed. 


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Fonte: Conteúdo Livre

Frase


"Não é o tédio a doença do aborrecimento de nada ter que fazer, mas a doença maior de se sentir que não vale a pena fazer nada."
Fernando Pessoa

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Risoto fácil de espinafre

Se desejar, misture duas colheres (sopa) de castanha de caju picada.


Ingredientes
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 1 xícara e meia (chá) de arroz lavado e escorrido
  • 1 envelope de Tempero e Sabor MAGGI - Legumes, Verduras e Arroz
  • sal a gosto
  • 1 xícara (chá) de espinafre cozido, espremido e picado
  • 1 caixinha de Creme de Leite Light 
  • 2 colheres (sopa) de queijo ralado
Modo de preparo
1
Em uma panela, aqueça o óleo e refogue o arroz. Junte o Tempero e Sabor MAGGI, sal a gosto e misture bem.
2
Adicione três xícaras (chá) de água fervente e cozinhe em fogo baixo, com a panela semitampada, por cerca de 15 minutos.
3
Desligue o fogo e misture o espinafre picado e o Creme de Leite Light. Sirva polvilhado com queijo ralado.

sábado, 1 de outubro de 2011

Frase


"Palavra puxa palavra, uma idéia traz outra e assim, se faz um livro, um governo, ou uma revolução."

Machado de Assis