quinta-feira, 26 de julho de 2012

Delicie-se!



Música "Staying Alive" com cenas de danças de filmes antigos de Fred Astaire, Ginger Rogers e outros astros do passado.

Excelente quinta-feira a todos!

(Presente do querido Luiz Alberto Bahia).

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Campanha contra medicalização da vida já!


O texto abaixo nos diz exatamente o contrário - o sentido da Campanha Contra a Medicalização da Vida iniciada pelo Conselho Federal de Psicologia - CFP, não é fazer com que todas as pessoas se submetam à psicoterapia (até porque ela ainda é inacessível para a maioria da população). A intenção é fazer com que a sociedade se conscientize que tomar rivotril, clonazepan ou qualquer outro benzodiazepínico a esmo, é prejudicial não só para a saúde mas também para a própria convivência e relacionamento interpessoal. (Ver http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=275&sec=48). 
Não estamos falando aqui de aspirina: estes medicamentos causam dependência e são perigosos. Em cidades do interior (mas também nas grandes cidades) é comum o paciente pedir ao médico receita destes remédios controlados com a desculpa de que 'anda um pouco triste' e o médico gentilmente fornecê-las. Depressão é doença e deve ser tratada e acompanhada em sua evolução/involução. Ainda existe o que chamamos de 'geração prozac', antidepressivo usado em larga escala e nos mesmos moldes dos ansiolíticos. 
A situação da Psicologia no Brasil tem mudado e tem havido um redirecionamento do olhar para a importância da Psicologia Social (ou comunitária). O atendimento nos CRAS, CREAS e Programas de Saúde da Família (PSF) têm contribuído para aumentar as possibilidades de sua atuação. Tem cresecido ainda a atuação dos psicólogos na área da Psicologia da Saúde que mesmo com pouca publicação de trabalhos tem se organizado de maneira mais efetiva para a discussão de problemas ligados à área (SEBASTIANI).
Considero o texto a seguir bem tendencioso no sentido em que numa análise mais profunda, envolve os interesses da bilionária indústria farmacêutica.

 Por uma vida com mais autonomia, respeito e integridade, diga não às drogas!


"A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (Abda) se posicionaram contrariamente à campanha Não à Medicalização da Vida, lançada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) na última quarta-feira (11). A campanha adverte para o uso excessivo de medicamentos psiquátricos em crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizado.
 "Somos contrários à campanha porque é um movimento de psicologização das pessoas. O CFP quer criar a necessidade de que todos sejam submetidos à psicoterapia. O diagnóstico de problemas psiquiátricos dever ser feito por médicos psiquiatras, não por psicólogos", disse o presidente da ABP, Antônio Geraldo.
Na sexta-feira (13), a ABP e a Abda lançaram manifesto à sociedade sobre o tema, que teve o apoio de 29 entidades, criticando pronunciamentos contrários ao uso de medicamentos. Em nota, afirmaram que “todos os artigos científicos disponíveis indicam que o tratamento farmacológico é a primeira escolha para a maioria dos portadores”.
De acordo com a conselheira do CFP, Marilene Proença, medicalização é todo tratamento de processos ou comportamentos sociais e culturais em crianças, adolescentes ou adultos com quadro de patologia psiquiátrica.
Segundo o psiquiatra Antônio Geraldo, no entanto, o consumo de remédios contra distúrbios como a dislexia, o déficit de atenção e a hiperatividade ainda está aquém da quantidade de portadores.
Nas contas do presidente da ABP, cerca de 5% da população brasileira são portadores de distúrbios relacionados à atenção e ao aprendizado, o que corresponde a aproximadamente 10 milhões de pessoas – o que resultaria em 10 milhões de caixas de remédios por mês, uma para cada portador. No entanto, dados do CFP apontam que foram consumidas no Brasil, em média, 2 milhões de caixas por mês em 2011.
“Deve haver pesquisa para identificar o uso inadequado de medicamentos. Se tivéssemos a adequada proteção à saúde no Brasil para esses casos, em que o tratamento deve ser multidisciplinar, o combate a diagnósticos equivocados seria facilitado. O uso de psicofármacos deve ser racional, por meio de diagnóstico bem feito, com o uso do Código Internacional de Doenças”, informou o presidente da ABP.
Para o portador de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), o médico Pablius Braga da Silva, 47 anos, o diagnóstico do distúrbio não pode ser ignorado. Segundo ele, que descobriu o problema já adulto, o uso de medicação “fez absolutamente toda a diferença”.
“Ninguém merece ficar doente e ficar sofrendo. Desde que tudo fique controlado e sem riscos, a medicação tem de ser usada. Se houver meios de tratamento antes do remédio, tudo bem. O risco é o uso demasiado. Deve-se dar um voto de confiança ao diagnóstico”, disse o portador, que tem uma filha de 6 anos que também tem TDAH.
De acordo com a psicóloga e neuropsicóloga Edyleine Benzik, criadora da Escala de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, usada por professores em escolas, o fator hereditário é determinante para o desenvolvimento desse tipo de transtorno. A ausência da hereditariedade, no entanto, não impede que o problema seja propiciado por outros fatores.
“Se a família é desorganizada, não funciona bem, não tem horário, isso pode desencadear um transtorno e estimular um tipo de comportamento. Se a criança tem a tendência e a família propicia, isso funciona como um gatilho. O problema é neurobiológico, não é só de ordem social ou emocional”, explicou.
A psicóloga explicou que o tratamento indicado para esses distúrbios é a medicação, associada ao acompanhamento em outras áreas.
“Transtornos de atenção e de aprendizado são cientificamente estudados, são processos que têm critérios para diagnóstico. A banalização da medicalização ocorre porque qualquer pessoal julga que a criança mais desatenta e hiperativa tem um distúrbio. Todos temos um ou outro sintoma. Mas o diagnóstico é feito segundo um conjunto de sintomas, que, quando tratados, trazem benefícios significativos à vida da pessoa e da família”, disse Edyleine.
Segundo ela, o aparecimento de distúrbios de atenção e de aprendizado ocorre devido à ausência de determinados neurotransmissores que não são produzidos. Daí o funcionamento cerebral deficiente. A medicação atua para repor as substâncias ausentes.
“Com a medicação, o cérebro tem a resposta adequada e começa a funcionar como deveria. Os remédios não geram dependência e, com o tempo, a pessoa vai desenvolvendo habilidades que não tinha. Quando os portadores optam pelo consumo do medicamento em determinado momento da vida, não é por dependência, mas por consciência”, disse a psiquiatra.
De acordo com Edyleine Benzik, o próprio paciente pode controlar o uso do medicamento. “Uma pessoa que tem bronquite toma um remédio quando sabe que terá de fazer exercício físico. O mesmo ocorre em relação a essas pessoas, quando sabem que terão de atingir certo nível de produtividade no trabalho ou ter de dar conta de alguma tarefa”, disse Edyleine."

Fonte: Olhar Direito

Leia mais: 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Confissões de uma ex-funcionária do Facebook


Sim, quase todos amam o facebook

Os funcionários do Facebook preferem beber uísque a vodca. A bebida perde somente para os energéticos tomados a esmo durante as madrugadas de programação. Daft Punké a banda preferida dos engenheiros da plataforma de rede social. E Robot Rocké quase um hino interno. Como símbolo de seu prestígio, a mesa de Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook, é rodeada de presentes (raquetes de tênis, games que ainda não foram lançados, camisetas autografadas) dados por parceiros, contatos empresariais e puxa-sacos de plantão. Essas são algumas das fofocas sobre o Facebook que Katherine Losserevela no recém-lançado The Boy Kings: A Journey into the Heart of the Social Network(256 páginas/ Editora Free Press).
Ex-funcionária do Facebook (número 51), Losse foi durante anos responsável pela expansão internacional do site e por ser ghostwriter de Zuckerberg. Era Losse quem escrevia posts, respondia a emails e atualizava o perfil de Zuckerberg no Facebook. Vai dizer que você acreditava que ele realmente escrevia e respondia a tudo aquilo? No livro, a ex-funcionária comenta os bastidores do site.
The Boy Kings tem um apelo especial para os brasileiros. Losse revela detalhes da viagem de Zuckerberg ao Brasil, em agosto de 2009. Poucos dias antes de embarcar para as terras brasileiras, o cofundador do Facebook ainda tinha dúvidas se valia a pena tal empreitada. Um andar inteiro de um hotel em São Paulo foi reservado para a equipe que acompanha Zuckerberg nas viagens de negócios. E foi contratada a mesma equipe de segurança que fez a escolta de Britney Spears e do ex-vice-presidente dos EUA, Richard Cheney, quando o mesmo esteve no Iraque.

Coleta de dados passou a ser obsessão

Segundo Losse, existia a imagem de que o Brasil era um país emergente – sem leis e onde você poderia ser sequestrado a qualquer momento. Percepção que deve ter mudado posteriormente, pois Zuckerberg voltaria ao Brasil anos após esta primeira viagem para passar o Ano Novo em Florianópolis. Em uma churrascaria paulistana, Zuckerberg mal aguentou tomar uma dose de caipirinha (não é de beber). E no caminho para gravar a exclusiva entrevista concedida à MTV Brasil, a comitiva do Facebook foi obrigada a parar numa praça, pois Zuckerberg teve que responder a uma importante “ligação sigilosa”, relevante para o futuro do site.
Participei da produção da entrevista na MTV Brasil (na época era colunista de tecnologia do programa Notícias MTV) e, curiosamente, não me lembro de Losse. Ela devia estar em meio a algumas pessoas que ficaram no canto da sala e falaram pouco com os demais. O centro das atenções era, naturalmente, Zuckerberg e a sua assessora de comunicação. No entanto, Losse aparece sem querer numa das fotos que tirei na época.
Foi no Brasil que Zuckerberg sugeriu a produção de um livro sobre o Facebook. E foi também por aqui que a ideia de sair do Facebook ficou mais clara para Losse. Sua saída foi efetivada em 2010. Apesar de ser uma das primeiras funcionárias e de fazer parte da equipe de confiança de Zuckerberg, Losse decidiu pedir demissão por um motivo simples, mas, ao mesmo tempo, nobre – não acreditava mais na missão nem nos rumos que o Facebook tomou nos últimos anos. Segundo Losse, a partir de 2009, o Facebook começou a perder a sua cultura inicial. Desde o início, o objetivo da plataforma sempre foi adquirir dados sobre os hábitos das pessoas. Contudo, a partir do momento em que o site conquistou um crescimento meteórico e foi incensado pela imprensa, a coleta de dados passou a ser uma obsessão. Quanto mais dados coletados, melhor.

Queixas de usuários não eram bem recebidas

As experiências individuais dos usuários ficaram em segundo plano, escalar tornou-se um mantra, privacidade e bem-estar passaram a ser vistos como empecilhos para o futuro do Facebook. No começo da história da plataforma, Zuckerberg dizia que queria criar um “novo fluxo de informação”. Depois, passou a seguir ideias totalitárias. Para o cofundador da plataforma de rede social, não devem existir várias formas de se expressar e se comunicar na internet. Deve existir somente uma – via Facebook. “Assista ao seriado West Wing” (sobre o poder nos EUA), era uma recomendação que Zuckerberg fazia a todas as pessoas próximas. Durante as All Hands, reuniões gerais que acontecem toda sexta-feira à tarde, o clima passou a ser de campanha para uma guerra. Palavras como “conquistar” e “dominar” tornaram-se comuns. Dizia-se que o Facebook não tinha funcionários, mas soldados.
A ordem era sempre incorporar à plataforma de rede social qualquer coisa que poderia vir a ser um concorrente. Surgiu o Fourquareque permite fazer checkins? Tenta-se emular a mesma funcionalidade e embuti-la no Facebook. Foi aí que nasceu o Places. A ideia era engolir a concorrência o mais cedo possível e não deixar o “mercado respirar”. Um estilo de gestão competitivo e agressivo, não muito diferente do adotado pela Microsoft em seus tempos áureos.
Zuckerberg chegou a pedir que Losse escrevesse um post em que ele afirmava que, se você quisesse conquistar o mundo, deveria fazer isso por meio de uma empresa e não governando uma nação. Segundo Losse, outros funcionários do Facebook tinham a mesma percepção negativa que ela, porém, havia o medo de torná-la pública. Críticas ao Facebook eram vistas como uma traição, como se o funcionário estivesse cuspindo no prato que comia. As próprias reclamações dos usuários não eram bem recebidas. O “usuário que reclama” era visto como uma pessoa que não entendeu a “missão da empresa”.

Mensagens de teor erótico

Para a ex-funcionária, essa situação aversa a críticas acontece por uma razão simples. Muitas vezes o que você tanto critica é justamente o que deseja ser. O Facebook surgiu como um contraponto às fraternidades exclusivas e fechadas da Universidade de Harvard. Por ironia, o Facebook acabou se tornando uma, tendo Zuckerberg como o seu criador. The Boy Kings não tem o alcance do filme Social Network(A Rede Social), mas também promete contribuir para aumentar as especulações em torno da plataforma e da imagem do cofundador do Facebook.
O Facebook é guiado por uma meritocracia. Funcionários da área técnica têm mais relevância e definem as regras. Internamente há uma nítida divisão social. Engenheiros oriundos de Harvard e Stanford ganham mais e têm cargos de diretores. Poucos colocam a mão na massa. Enquanto que funcionários de origem asiática e latina são os que ganham menos e mais trabalham até horas mais tarde, programando e fazendo outras atividades mais rotineiras. Semelhante a outras fraternidades, as garotas são poucas. Segundo Losse, o Facebook é administrado como um escritório dos anos 50 – mulheres, principalmente as que não são da área técnica, ficam em segundo plano.
No aniversário de Zuckerberg, garotas foram obrigadas a utilizar camisetas com o rosto dele estampado (neste dia, Losse faltou de propósito ao trabalho). Há ainda situações como a de um engenheiro ser conhecido por propor ménage à troiscom novas funcionárias e de outro ter uma postura nitidamente agressiva com gerentes de produto do sexo feminino. O IM (instant messenger) era o principal meio de comunicação interno. Era comum durante o trabalho, garotas receberem mensagens de teor erótico. Alguns programadores enviam a esmo convites para sair. Caso uma garota aceitasse, seria lucro.

Um poder que “meros mortais” jamais teriam

Em um churrasco com engenheiros, Zuckeberg disse em alto e bom som que saiu com uma garota que era modelo e muito gostosa, no entanto era burra. E que agora preferia namorar uma garota que realmente fosse inteligente (mas feia). Enfim, para a ex-funcionária, o Facebook era um clube do bolinha. A vida não era fácil para quem era do sexo feminino. A situação começou a mudar um pouco com a entrada de Sheryl Sandberg, atual vice-presidente de operações (considerada a babá do Facebook).
No melhor estilo fraternidade, o Facebook adota a política “ou você segue a nossa linha ou cai fora”. É uma quase religião. Funcionários recebem subsídios para morarem perto da sede do Facebook e assim poderem trabalhar mais vezes até tarde. Sair mais cedo não é bem visto. Publicar pouco no Facebook também não. Falar mal da plataforma, nem pensar.
Losse percebeu o quanto o Facebook era uma fraternidade quando anunciou a sua saída. Zuckerberg e Sandberg passaram a olhá-la com um ar frio e pararam de falar com ela. Semanas antes de sua saída, sua mesa e pertences foram retirados do andar onde ficava Zuckerberg. A sensação era de ser uma traidora. A sua saída foi um susto para o cofundador do Facebook, pois mostrou que ele não tem o controle de tudo. Losse tinha o importante papel de fazer com que as pessoas acreditassem que o Facebook era o suprassumo da existência humana.
As memórias positivas de Losse vêm do tempo em que entrou no Facebook, em 2005. O que deixava os funcionários de ressaca era a sensação de estar mudando o mundo. Trabalhar no Facebook dava uma percepção de poder, mas um poder que era somente seu, os usuários e os “meros mortais” jamais o teriam.

Tecnologias estéreis

Por muitos anos, Losse teve o super access, o qual permite acessar as informações – mensagens, fotos, vídeos – de qualquer usuário, independente do nível de privacidade configurado pela pessoa. O acesso é utilizado para fazer pesquisas de perfil, deletar certos conteúdos e evitar ações fora da política de uso.
A ex-funcionária acompanhou de perto o desenvolvimento de funcionalidades que nunca foram ao ar. O Dark profile pretendia transformar o Facebook numa espécie de “wikipedia de pessoas”. Independente de estar ou não cadastrado, como padrão todo mundo teria um perfil e mural de mensagens no site. Você poderia ativar ou não oficialmente esse perfil. Já o Facebook credits seria uma forma de retribuir uma mensagem. Em vez de um “curtir”, poderia enviar dinheiro virtual, que teria o correspondente em dólar, para uma pessoa.
Após a leitura de The Boy Kings, duas coisas ficam bastante evidentes em relação ao Facebook.

* O Facebook caminha para ser um two sided business

Da mesma forma que a Casas Bahia se apresenta ao mercado como uma loja de móveis, mas é uma financiadora; ou a Boticário, que se expõe como uma perfumaria/cosméticos, mas, na realidade, está no mercado de presentes, o Facebook caminha para ser uma empresa de dados, mas que se apresenta ao mercado como uma plataforma de rede social.

* O Facebook entra na categoria de tecnologias estéreis

Os usuários do Facebook não têm muita escolha. São obrigados a utilizar o produto como o fabricante deseja. No relato dos bastidores de lançamento de diversas funcionalidades, Losse revela que as reclamações dos usuários não guiam muito as decisões do Facebook. É claro, existem vantagens e desvantagensem utilizar um tipo de tecnologia que é considerada estéril.

Muitos chamados e poucos escolhidos

The Boy Kings não é o melhor livro da nova safra escrita por ex-funcionários de empresas. The Confessions of Google Employee Number 59é bem mais completo e menos repetitivo. O livro de Losse versa mais sobre fofoquinhas do trabalho do que um rigoroso raio-x de como funciona o dia-a-dia do Facebook.
“Desglamourizar” talvez seja a expressão que melhor resume The Boy Kings. Losse tira todo o verniz de se trabalhar no Vale do Silício. Mostra que, na realidade, a grande maioria trabalha muito, ganha pouco, come mal e não tem nenhuma estabilidade. A história de milhões de dólares faz parte da biografia de somente alguns. As empresas badaladas de tecnologia não diferem de outros setores da economia. Muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.

[Tiago Dória é jornalista]

Fonte: Observatório da imprensa

Oi oi oi!


 E para quem pensou que só a chata da Nina congelava, olha só este esquilo.


 Duas considerações: 1) ele é fofo demais e
2) sim, este foi o meme do dia :-)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Baixe três mil livros no site da USP


A USP tem um site que disponibiliza 3.000 livros para download. Ao entrar no www.brasiliana.usp.br o internauta encontra livros raros, documentos históricos, manuscritos e imagens que são parte do acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, doada à universidade.

Há planos de aumentar o catálogo para 25 mil títulos e incluir primeiras edições de Machado de Assis e de Hans Staden.

Fonte: Catraca Livre

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Hoje é o Dia do Rock, bebê


Jornal do Brasil: 15 de julho de 1985
Com o propósito de atrair a atenção mundial para a miséria na Etiópia, artistas consagrados do rock mundial uniram-se numa maratona musical, o Festival Live Aid, que aconteceu simultaneamente em Londres e Philadelfia. A versão inglesa foi aberta ao som da banda militar tocando "God Save The Queen" para 80 mil pessoas no estádio de Wembley. A versão americana, no estádio John Kennedy, com mais de 90 mil pessoas presentes, reviveu Woodstock ao som de "Blowing the Wind".

Durante 16 horas de música, o rock foi a genuína filantropia reunindo artistas como Mick Jagger, Tina Turner, Duran Duran, Santana, Bob Dylan, The Who, Queen. O espetáculo foi transmitido em 160 países, e acompanhado por 2 bilhões de espectadores. A arrecadação atingiu o patamar de 40 milhões de dólares. E um curioso recorde: Phil Collins voou de Concorde da Grã-Bretanha aos EUA, tornando-se o primeiro músico a se apresentar no mesmo dia em dois continentes.


A atitude solidária deste acontecimento foi exemplo e motivação para novas iniciativas, fazendo com que o dia 13 de julho entrasse para a História como o Dia Mundial do Rock.

A História do Rock

Inspirado no grito do negro, que veio para a América como escravo e influenciou a sociedade norte-americana com a sua musicalidade, e na música country, que representava o sofrimento dos pequenos camponeses, o rock’n’roll surgiu nas primeiras décadas de 1950, nos Estados Unidos. Era uma de acirrada disputa entre o capitalismo e o comunismo. Nomes como Little Richard, Bill Haley & The Comets com “Rock around the clocks”, Chuck Berry entoando “Johnny B. Good” e “Maybellene” são os primeiros sucessos do gênero, que se consagraria na voz de Elvis Presley: o Rei do Rock.

Nos anos 60, foi a vez de um grupo inglês estourar no mundo inteiro. Os Beatles, um quarteto de rapazes de Liverpool, enlouqueceram platéias nos cinco continentes. Nesta década também o rock passou a ter uma atitude mais politizada e contestadora. Surge a contra-cultura, e seu auge é o Festival de Woodstock, nos EUA. Nessa época destacam-se também os Rolling Stones , The Doors, Jimi Hendrix entre outros.

Durante a história do rock’n’roll, inúmeros artistas fizeram história surgindo vertentes como o progressivo e o punk rock: The Animals, Bob Dylan, Led Zeppelin, The Doors, Budy Holly, Sex Pistols, The Who, Jimmy Hendrix, Black Sabbath, Led Zeppelin, Pink Floyd, Yes, Genesis, Kiss.

Os anos 80 são marcados por uma diversificação gradativa do rock. Embora muitas bandas desta época cultivarem um forte apelo contestador, muitos críticos lamentam a descontinuidade do puro rock n roll. É a vez do Pop Rock e da New Wave fazerem sucesso ao ritmo do The Cure, New Order, Bon Jovi, Talking Heads, The Clash, e The Police. No Brasil surgem bandas que fazem sucesso até hoje, como os Paralamas do Sucesso, Capital Inicial e Ira!.

Atualmente o rock convive com muitos estilos e influências. Houve fusão com praticamente todos os ritmos existentes, até mesmo com o samba, ao suíngue de Jorge Ben. E muitos outros instrumentos musicais se juntaram às guitarras, baixos e baterias. Elementos eletrônicos também são muito utilizados e várias releituras são feitas, mas as características que identificam o rock são eternas. Já diziam os Rolling Stones: "its only rock n roll, but I like it"!
Fonte: Hoje na História / Jornal do Brasil 

Se reclamar for difícil talvez elogiar seja mais fácil



Por Osni Gomes

"Fala-se muito que Cliente mal atendido pode não voltar, além de propagar no mercado a sua insatisfação, maculando a imagem da organização que o atendeu. Seria melhor para a empresa se o Cliente reclamasse diretamente a ela, dando uma oportunidade dela se retratar e, principalmente, não permitir a reincidência de tal fato. Entretanto, esta postura por parte dos Clientes não é muito comum, seja devido à cultura, seja pelo fato de não identificar qual o canal correto para isso.

Vendo-me como Cliente, fiquei me perguntando como eu poderia contribuir para a redução das barbaridades que enfrentamos no dia a dia. Se algumas vezes reclamar de um mau atendimento se torna um grande desgaste, então estou praticando o contrário, ou seja, elogiando. Alguém pode me perguntar: elogiar a barbaridade? Respondo: não! Elogiar a superação. Explico:

Infelizmente são poucos os profissionais que durante uma relação com Clientes conseguem ir além do que é esperado, ou seja, fornecer algo (que às vezes pode ser um sorriso) além do que é procurado e que agrada bastante. Quando me deparo com esta situação, onde quem me atende faz além da sua "obrigação", sinto a necessidade de fornecer a ele, imediatamente, meu sinal de satisfação. Tenho feito isso por três motivos:

1 - Tentar desta forma ajudar o profissional a se prevenir contra a contaminação do vírus das barbaridades;

2 - Fazer com que ele perceba um reconhecimento pelo seu trabalho e principalmente pelo esforço extra, reconhecimento esse que deveria vir também da empresa onde trabalha, mas muitas vezes não vem;

3 - Despertar nele uma forma de influenciar positivamente outros profissionais com os quais ele tenha contato.

Tenho percebido que com esta atitude, além de não passar por aborrecimentos para fazer uma reclamação (que são consequências de outros aborrecimentos ocorridos durante o atendimento), estou contribuindo para elevar a autoestima de algumas pessoas."

terça-feira, 10 de julho de 2012

Hoje é o Dia da Pizza


Foto: Shutterstock
 
Ingredientes
  • 1/2 kg de farinha de trigo
  • 1 copo americano de água morna
  • 30g de fermento biológico fresco
  • 1/2 xícara (chá) de óleo de soja
  • 3 colheres (chá) de sal
  • 1 colheres (café) de açúcar

Recheio

  • Molho de tomate
  • Muçarela fatiada
  • Calabresa moída
  • Manjericão
  • Orégano
  • Azeitonas pretas
Modo de preparo
  • Dissolva o fermento na água morna.
  • Junte o óleo, o sal e o açúcar.
  • Vá adicionando a farinha e trabalhando com as mãos até obter uma massa homogênea.
  • Caso necessite de mais farinha, pode colocar.
  • Trabalhe esta massa por uns 15 minutos ou até ficar lisa e soltando bolhas de ar.
  • Deixe descansar por uns 40 minutos, coberta com um pano.
  • Estique as pizzas, coloque em formas untadas, coloque os recheios, regue com azeite e asse em forno alto de 15 a 20 minutos cada uma. 
Recheio
  • Coloque o molho de tomate sobre a massa de pizza.
  • Adicione a muçarela e em seguida espalhe a linguiça moída, o manjericão, o orégano.
  • Depois de assado, espalhe azeitonas pretas e sirva. 
Rendimento: 8 porções


Fonte: Comidas e receitas

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Para que existe um programa como este do Pedro Bial?



Pedro Bial é a nova aposta da TV Globo para preencher a grade noturna da emissora. Assim como Fátima Bernardes, que ganhou atração matutina, ele mudou de categoria e deixou de ser jornalista para ser apresentador, não aparece mais em plano americano para andar pelo cenário, largou as perguntas para dar respostas (ou não). Já foi assim com o Big Brother Brasil, há mais de uma década, mas agora ele ganhou um programa para chamar de seu, produzido no Rio de Janeiro mesmo. Na Moral estreou nesta quinta-feira (5), às 23h45, e contou com a presença de celebridades, como a atriz Maria Paula e o cantor Alexandre Pires, além de uma plateia que entrou muda e saiu calada e participações pinceladas de gente que vivenciou o tema do episódio inicial: o Politicamente Correto. É só uma estreia, e quem trabalha com criação sabe que o início está sujeito a falhas, mas assistindo ao projeto, sobram mais perguntas que respostas: 

1.Por que deram um programa para o Pedro Bial?
2.Por que falar de politicamente correto numa emissora que não permite, por exemplo, beijo gay em novela, ao contrário do SBT, que já o liberou?
3.Por que insistem em fazer de pessoas anônimas parte do cenário? Aqui uma observação: um novo mercado surge, o de figuração em programas de ex-jornalistas.
4.Por que um tapete no cenário?
5.Por que Alexandre Pires como DJ do programa?
6.Por que Bial perguntou pra o cantor se ele queria ser chamado de negro, mulato ou não sei o que, ele não respondeu e ficou por isso mesmo?
7.Por que popozudas ou mulheres-frutas (você decide como as definir) e um ator fingindo ser macaco para defender a tese de Alexandre Pires - do não-preconceito - no fim da atração?
8.Por que convidar tanta gente para pontuar assuntos tensos com tão poucas frases?
9.Por que a gente insiste?

Algumas possibilidades de resposta:

1.Porque acreditam que ele segura bem um programa ao vivo tipo Big Brother Brasil.
2.Porque a culpa rende muita grana para terapeutas e a audiência sempre tem dúvidas.
3.Porque há muita demanda e eu lhe indico se inscrever: em vez de ser famoso, você precisa ser plateia (não faz e não fala nada, e ainda aparece na TV).
4.Para ninguém escorregar.
5.Porque ele andava sumido e precisa de mais tempo na TV para defender sua tese sobre racismo, embora fique uma outra pergunta: o que ele tocou mesmo como DJ?
6.Porque pergunta valia mais que a resposta.
7.Porque tecnicamente a atração não quer adjetivar nada nem ninguém.
8.Porque tempo é ouro na TV.
9.Sei lá

Fonte: Estadão E+

segunda-feira, 2 de julho de 2012

7 tecnologias sinistras do livro “1984″ que são uma ameaça na atualidade

Wikerson Landim no Tecmundo

Lançado em 1949, o livro “1984”, do escritor inglês George Orwell, é considerado até hoje uma das grandes obras premonitórias da literatura. Muito do que foi escrito na obra de ficção científica futuramente se tornou realidade de forma assustadora. O termo “Big Brother”, por exemplo, que hoje é associado a um reality show, nasceu nas páginas do livro de Orwell.
Pensando nisso, o site Dvice preparou uma lista com sete tecnologias nascidas nas páginas do romance do escritor inglês e que, mais de meio século depois, ainda se constituem uma ameaça à privacidade e podem ser consideradas uma forma de controle social.

Teletelas espiãs

Em “1984”, quase todos os ambientes contavam com um dispositivo chamado “teletela”, que nada mais era do que uma espécie de TV que, de um lado, enviava imagens de propaganda para quem estava assistindo a ela e, de outro, servia como um instrumento de espionagem, captando tudo aquilo que a audiência estava fazendo.

(Fonte da imagem: iStock)

Os televisores da atualidade não são espiões tão ativos quanto os descritos no livro, mas, se levarmos em consideração os tablets e notebooks, todos com suas câmeras embutidas, temos a sensação iminente de estarmos sendo vigiados. Além disso, recebemos mensagens publicitárias a todo instante e por todos os meios.

O Big Brother está de olho em você

Na obra literária, quem está por trás de todo esse controle é um “Grande Irmão”, conhecido como Big Brother. Essa “entidade superior”, na época, servia como uma metáfora de controle do governo sobre tudo aquilo que a população fazia.

(Fonte da imagem: iStock)

Nos dias de hoje, na maioria das vezes não são os governos os grandes vilões, mas sim as corporações. Redes sociais e serviços de busca têm um controle total e absoluto sobre tudo aquilo que você pesquisa na internet. Essa informação pode ser usada contra você, criando novas ferramentas “viciantes” que possam induzi-lo a comprar mais ou passar mais tempo diante da tela do PC.

A polícia do pensamento

Se por qualquer razão alguma coisa fugisse do controle do Grande Irmão, ele poderia contar com uma série de aliados para denunciar pessoas que tivessem feito alguma coisa errada ou contra o sistema. Era a chamada polícia do pensamento.

(Fonte da imagem: iStock)

Com câmeras de vigilância em todos os lugares, hoje é praticamente impossível fazer qualquer ação sem que alguma imagem sua seja gravada em algum lugar. Repare em quantos acidentes de trânsito, por exemplo, você viu nos últimos anos que, na hora de descobrir quem era o culpado, alguma imagem de câmera de segurança acabou sendo encontrada e denunciou o infrator. Estamos sendo vigiados em todos os lugares.

“Novilíngua”, a nova língua mundial

Para controlar a história, o governo criou uma nova língua mundial, substituindo palavras como “maravilhoso” e “esplêndido” para “bom mais”, fortalecendo assim a chamada “novilíngua”. Hoje, não podemos afirmar que exista necessariamente uma forma de controle sobre a língua, mas sabemos que as redes sociais e, principalmente, as mensagens de texto mudaram a forma como escrevemos.

(Fonte da imagem: iStock)

Assim, c vc escreve de frma resumida nos sms, já dev ter percebido q, em alguns casos, qndo escreve de frma correta é visto com desconfiança por outras pessoas. A nova língua mundial da internet é recheada de expressões como “LOL” e “OMG”, e não entender qualquer uma delas pode significar a sua “exclusão” da vida digital.

Controle do passado, do presente e do futuro

“Quem controla o passado controla o futuro. Quem controla o presente controla o passado”. Um dos lemas políticos lançados no livro mostrava que alguns personagens passavam os dias modificando registros históricos em jornais e livros, modificando assim a história.


Boa parte das informações que consumimos hoje vem de fontes online que, nem sempre, são muito confiáveis. A Wikipedia, por exemplo, pode ser editada por qualquer pessoa, e a alteração de um detalhe histórico pequeno pode passar despercebida por muitos leitores, sendo levada adiante como verdade.

Privacidade nas compras? Não, obrigado!

Quantas vezes por dia você paga as suas compras em dinheiro? Certamente, se você mora em uma grande cidade, na maioria das vezes você utiliza o cartão de débito ou de crédito para efetuar as suas compras. Todas essas transações, quer você queira ou não, deixam um rastro que pode dizer muito sobre a sua personalidade.
(Fonte da imagem: iStock)

Esse aspecto pode também ser encarado com uma alusão à obra de George Orwell, já que em “1984” as pessoas tinham as suas compras limitadas, podendo dispor de apenas alguns itens de extrema necessidade e descartando alguns supérfluos. A tecnologia NFC promete diminuir ainda mais o uso do papel moeda nas transações.

Teletelas nas ruas

Se dentro de nossas casas as televisões, os tablets, os notebooks e os PCs se encarregam de nos trazer mensagens publicitárias, nas ruas o mesmo já acontece. Grandes painéis de propaganda, em alguns casos animados, servem como grandes transmissores de informações, o que nos induz a adquirir mais produtos.

 

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No mundo criado por George Orwell, essas mensagens eram recheadas de propagandas de guerra, mas o conteúdo, nesse caso, não importa muito. No final das contas, estamos condicionados a receber informações 24 horas por dia e sentimos falta quando isso não acontece.

Fonte: Livros só mudam pessoas