sábado, 24 de novembro de 2012

Yeah!


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"Nenhuma filosofia, nenhuma análise, nenhum aforismo, por mais profundos que sejam, podem se comparar em intensidade e riqueza de sentidos a uma história contada adequadamente."

Hannah Arendt

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Brincar é importante para o cérebro



Brincar não é só coisa de humanos. Na natureza, a brincadeira é comum entre os mais variados animais, sejam mamíferos, aves, répteis, até alguns animais invertebrados, como o polvo e a abelha. O fato de a brincadeira ser tão difundida sugere que ela surgiu há muito tempo na história da evolução.
Apesar de associarmos o ato de brincar à simples diversão, se a natureza manteve essa característica ao longo do processo evolutivo das espécies, ela deve também servir a algum propósito vital. Cientistas estão descobrindo que quando seu filho está brincando, ele está fazendo algo crucial para a sua vida, pois a brincadeira auxilia no desenvolvimento dos cérebros das crianças.
Mas como podemos saber quando uma pessoa, ou um animal qualquer, está brincando? Pesquisadores utilizam três critérios. Primeiro, a brincadeira se assemelha a um comportamento sério, como caçar ou fugir, mas é feito por um animal jovem ou é feito de maneira exagerada, desengonçada, ou até modificada. Segundo, a brincadeira não possui nenhum propósito imediato de sobrevivência, sendo feita de maneira voluntária e prazerosa. Terceiro, a brincadeira acontece quando um animal não está sob estresse e não tem algo mais urgente para fazer.
Além de definir o que é brincadeira, os cientistas também identificaram três principais tipos de brincadeira. A mais comum é a brincadeira com objetos, o que geralmente é feito por espécies que caçam ou se alimentam de uma grande variedade de comidas. Quase tão comum quanto é a brincadeira locomotora, como ficar pulando sem motivo aparente, e é feita por animais que se movem bastante e geralmente têm que fugir de predadores. O terceiro e mais sofisticado tipo de brincadeira é a social. A brincadeira social pode ter várias formas, incluindo simulação de luta ou corrida, onde o principal componente é o fingimento.
O grande motivo pelo qual os animais brincam é porque é divertido. A razão parece ser simples, porém a habilidade de se divertir com uma atividade é uma característica de sobrevivência. Nosso cérebro já vem programado, através dos nossos instintos básicos, para gostarmos de atividades que nos ajudam a garantir nossa sobrevivência, como comer, fazer sexo etc. Isso porque quando fazemos algo divertido o cérebro libera dopamina, um neurotransmissor que ativa o circuito de recompensa do cérebro e nos dá a sensação de querer mais.


A brincadeira também ativa outros sistemas do cérebro, fazendo com que se libere noradrenalina, um neurotransmissor que nos deixa atentos e prontos para ação. A noradrenalina facilita o aprendizado e até melhora a plasticidade cerebral. E o mesmo vale para a dopamina, pois os mecanismos de plasticidade são fortemente facilitados quando ocorre uma recompensa.
Quando um animal está sob estresse, seu cérebro libera cortisol, porém foi comprovado que a brincadeira não promove a liberação de cortisol. Portanto, é seguro afirmar que se você está sentindo que a brincadeira é uma fonte de estresse, é você que não está sabendo brincar. Até quando se joga videogames violentos, ficou provado que o nível de cortisol não aumenta.
Sob o ponto da neurociência, as condições necessárias para se ter uma brincadeira – a liberação de transmissores que elevam o aprendizado sem provocar estresse – permitem ao cérebro explorar possibilidades e aprender com elas. Assim, uma das principais funções da brincadeira pode muito bem ser a de oferecer treinamento para a vida real, preparando a pessoa (ou outro animal) para quando as habilidades aprendidas forem realmente necessárias.
Para muitas pessoas, a brincadeira continua na vida adulta e é um dos principais responsáveis pelo sucesso na solução de problemas. Engenheiros geralmente relatam que gostavam de montar e desmontar coisas quando eram crianças. E o trabalho na vida adulta é geralmente mais efetivo quando ele se assemelha a uma brincadeira.
É por esse motivo que o Cérebro Melhor utiliza jogos desenvolvidos especialmente para exercitar suas habilidades cerebrais. Crianças, adultos e idosos podem se divertir enquanto melhoram sua memória, atenção, linguagem, raciocínio lógico e visão espacial. Experimente você também!
 
Fonte: Cérebro Melhor

domingo, 11 de novembro de 2012

Comendo com os olhos - uma crítica à alimentação americana

Por: Valerie Scavone


Big Appetites é uma série do fotógrafo Christopher Boffoli onde ele retrata personagens minúsculos em situações cotidianas utilizando cenários com alimentos de verdade. Conhecido mundialmente por sua crítica à alimentação americana, Christopher já tem a série Big Appetites publicada em mais de 90 países.

































Fonte: Ideia fixa

Diva


sábado, 3 de novembro de 2012

Mamãe e outras coisas


Fonte: O maravilhoso mundo de Adão Iturrusgarai

Em pré-escola sueca não existe mais distinção entre meninos e meninas

 

Crianças brincam no jardim do “Egalia”, pré-escola sueca que combate “os estereótipos de gênero”  
 
Na pré-escola estadual “Egalia”, evita-se o uso de palavras como “ele” ou “ela”. Todos os seus 33 alunos se chamam apenas de “amigos”, não há divisão entre meninas e meninos, nem mesmo no banheiro. O programa educacional foi cuidadosamente desenvolvido para certificar-se que as crianças não se enquadram em “estereótipos de gênero”.
Ou seja, não há laços cor-de-rosa ou carrinhos de brinquedo, nada que possa permitir essa distinção na escolar que abriu suas portas ano passado, no distrito liberal de Sodermalm, na capital Estocolmo. Esses alunos entre 1 e 6 anos são um dos exemplos mais radicais dos esforços da Suécia para assegurar igualdade entre os sexos desde a infância.
“A sociedade espera que as meninas sejam sempre agradáveis e bonitas e os meninos viris e desinibidos”, diz Jenny Johnsson, 31 anos, um dos professores. “A Egalia lhes dá uma fantástica oportunidade de ser quem eles querem ser.”
Essa neutralidade em relação ao gênero é parte essencial do novo currículo nacional para as pré-escolas, baseada na teoria de que mesmo em um país de mentalidade altamente igualitário, a sociedade dá uma vantagem injusta aos  meninos.
Alguns pais agora temem que as coisas foram longe demais. Essa obsessão com a eliminação do gênero, dizem eles, pode deixar as crianças confusas e despreparadas para enfrentar o mundo fora do jardim de infância.
No Egalia – termo sueco para “igualdade” – meninos e meninas ficam juntos em uma cozinha de brinquedo, usando utensílios de plástico e fingindo cozinhar. Peças de lego e outros blocos de construção são intencionalmente postos ao lado da cozinha, para fazer com que as crianças não estabeleçam qualquer barreiras mentais entre cozinhar e trabalhar na construção.
A diretora Lotta Rajalin enfatiza que a Egalia dá uma ênfase especial na promoção de um ambiente tolerante a gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. De uma estante de livros, ela puxa um livro sobre duas girafas macho que estão tristes por não ter filhos – até que se deparar com um ovo de crocodilo abandonado. Quase todos os livros infantis falam sobre casais homossexuais, mães solteiras e crianças adotadas. Não há “Branca de Neve”, “Cinderela” e outros contos de fadas que fazem a divisão clássica de “mocinho e mocinha”. Mas a escola não nega as diferenças biológicas entre meninos e meninas, por exemplo, as bonecas com que as crianças brincam são anatomicamente corretas.
Os métodos do Egalia são controversos, alguns dizem que se deseja fazer uma lavagem cerebral nos alunos. Mas há uma longa lista de espera para admissão e apenas um casal tirou o um filho da escola até hoje.
“Papéis atribuídos a gêneros diferentes não são problema quando todos são igualmente valorizados”, diz Tanja Bergkvist, um blogueiro de 37 anos , que se tornou uma voz de liderança contra o que ela chama de “loucura de gênero” na Suécia.
De fato, a Suécia tem promovido os direitos das mulheres há décadas, e mais recentemente foi dos pioneiros na Europa a permitir que casais gays e lésbicas legalizassem suas parcerias e adotassem crianças.
Estudos de gênero permeiam a vida acadêmica do país. Bergkvist observou em seu blog que o estado já havia concedido 80.000 dólares para uma bolsa de pós-doutorado que tem como objetivo analisar “a trombeta como um símbolo do gênero.”
Jay Belsky, um psicólogo infantil da Universidade da Califórnia, em Davis, disse não conhecer outra escola como Egalia, e questiona se esse é o caminho certo a seguir. “As coisas que os meninos gostam de fazer – correr e transformar pedaços de pau em espadas – em breve serão reprovados… Assim, a neutralidade de gênero acabará por castrar toda a masculinidade.”
A diretora Rajalin discorda, para ela o mais importante é que as crianças compreendam que suas diferenças biológicas “não significa que meninos e meninas tenham interesses e habilidades diferentes. Trata-se de democracia. é uma luta pela igualdade humana”. 

Fonte: Pavablog

89% querem reduzir maioridade penal no país


Para 50% da população, limite de prisão deveria ser maior que os atuais 30 anos, afirma estudo do Senado.

Pesquisa do Senado também perguntou sobre drogas aborto e outros temas.

Enquanto o Brasil assiste ao julgamento do mensalão, o Senado divulgou o resultado de uma pesquisa realizada pela sua Secretaria de Opinião Pública indicando que 89% da população é a favor de diminuir a maioridade penal. Divulgado hoje (23.out.2012), o estudo (aqui, na íntegra) foi realizado por telefone com 1.232 pessoas de 119 municípios, incluindo todas as capitais. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.
Os dados mostram que 20% dos brasileiros acham que a lei deveria permitir a prisão das pessoas a qualquer idade. Outros 16% acham que a maioridade penal deveria começar aos 12 anos. Para 18%, isso deveria ocorrer aos 14 anos. E 35% disseram que 16 anos é a idade mínima que alguém deve ter para ir preso. Só 7% concordam com a atual regra, que estabelece a maioridade penal a partir dos 18 anos. Deram outras respostas 3% dos entrevistados e 1% não soube ou não quis responder.
A pesquisa foi feita porque os senadores estão analisando um projeto de mudanças para o Código Penal, o PLS 236/2012. Outras perguntas também foram feitas aos entrevistados.
Os resultados mostram também que 50% da população acham que o limite de 30 anos de prisão deveria aumentar. O tempo máximo de reclusão deveria ser de 40 anos (para 9% dos entrevistados), 50 anos (para 36%) ou não ter limite (para 5%). A atual regra está correta para 17%. Mas 8% acham que deveria diminuir para 20 anos e 9%, para 10 anos. Outras respostas foram dadas por 6% e 9% não souberam ou não responderam à questão.

DROGAS

Sobre drogas, o estudo aponta 89% da população a favor da que a lei proíba que uma pessoa produza e guarde drogas para consumo próprio. Só 9% concordaram a permissão. E 1% não soube ou não quis responder à pergunta.

ABORTO

A maioria das pessoas (82%) é contra o aborto quando o procedimento é adotado porque a mulher não deseja o filho. Mas a maioria fica a favor do aborto quando a gravidez coloca a vida da mulher em risco (74%), é causada por estupro (78%) ou quando o bebê possa morrer após o nascimento por conta de doença (67%).


Fonte: Blog do Fernando Rodrigues - UOL Política (23/10/2012)